O atacante Giba não esconde a sua ansiedade por estrear no final de semana na Liga Mundial de Vôlei. Ele substituirá Kid, contundido, na função de líbero na seleção brasileira, que joga sábado e domingo contra a Argentina, em Mar del Plata, pela segunda rodada da competição. ‘‘Estou treinando muito e me considero preparado para entrar no time’’, diz o jogador, de 21 anos e 1,92 metro, recuperado de uma lesão no ombro. ‘‘Fui avisado de que era uma opção para jogar como líbero e treinei defesa e recepção.’’ As dores no ombro no início dos treinos da seleção, no Rio, tiraram as possibilidades de o atleta lutar por uma vaga no amistoso contra a Grécia e nas duas vitórias diante da Bulgária. Ele assistiu aos jogos do Brasil na Liga Mundial pela TV e ficou animado. ‘‘O líbero joga o tempo todo’’, lembra. ‘‘Não posso achar ruim de fazer uma função tão importante.’’
O líbero é uma função que está sendo testada este ano pela Federação Internacional e tem como principal objetivo dar volume de jogo às equipes, principalmente no passe e na defesa. A princípio, os jogadores não aceitaram bem o papel por causa de restrições, como a proibição de sacar e de atacar. ‘‘Jogar na seleção brasileira é muito importante e não vou reclamar das limitações’’, diz. ‘‘Prefiro me concentrar nos pontos positivos.’’
Gilberto Amaury de Godoy Filho foi um dos destaques da Superliga de 1996/1997. Ele participou do torneio pelo Chapecó, quarto colocado na competição, e, dias após o anúncio da retirada do patrocínio do frigorífico catarinense, já estava contratado pela Olympikus.
Enquanto a seleção esteve no exterior, Giba treinou ao lado de Braz, Itápolis e Douglas. Os jogadores que atuaram contra a Bulgária reapresentam-se hoje ao técnico Radamés Lattari Filho.

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