Gestor permanece esperando decisão do LEC
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quarta-feira, 09 de julho de 2008
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Ainda não foi desta vez que a proposta de gestão do clube, apresentada por Adir Leme da Silva, foi votada pelo Conselho Deliberativo do Londrina. Os conselheiros se reuniram terça-feira à noite, no Auditório do Sincoval, para analisar a proposta do empresário e também a da diretoria executiva do Londrina. Eles fizeram algumas observações, mas a leitura final para a aprovação ficou para a próxima terça-feira, dia 15, às 18 horas, no mesmo local. A reunião teve 80% de presença dos conselheiros, que são 33 no total.
Uma novidade da reunião foi a eleição do novo presidente do Conselho, o advogado do clube, Ricardo Ramalho Cardoso, para o lugar de Fábio Theóphilo. A escolha aconteceu antes do início das discussões, por meio de referendo. Primeiramente foi colocado o nome do vice-presidente, Alvino Aparecido Filho, mas como este não quis assumir, o nome de Cardoso foi sugerido e aprovado.
Em seguida, foi feita, pausadamente, a leitura das minutas de contrato, tanto da proposta de Adir quanto do Londrina, esta apresentada pelo presidente Peter Silva. Adir Leme não esteve presente, mas foi representado na reunião pelo gerente comercial do LEC, Reinaldo Furlan. ''Após a leitura, os conselheiros se manifestaram e fizeram alguns apontamentos. Colocamos tudo no papel e já encaminhamos ao Adir para apreciação. Durante essa semana vamos em conjunto fechar os detalhes desse contrato e trazê-lo pronto para ser votado finalmente no dia 15'', disse Cardoso. O novo presidente conta que, na proposta, não houve nenhum item de grande discordância por parte dos conselheiros.
Reinaldo Furlan resumiu que a proposta de Adir foi de ser o gestor geral do LEC, arcando com todas as despesas e receitas, nos moldes do acordo firmado recentemente com a Justiça Trabalhista - de destinar, no primeiro ano, 15% de toda a receita líquida para quitação de ações tabalhistas, 20% no segundo ano, e 30% no terceiro. ''Sua proposta foi de gerir o Londrina inicialmente por três anos, com a possibilidade de renovação por mais sete. Os conselheiros apenas questionaram a autonomia total da empresa gestora, mas que não teria como ser diferente, afinal hoje o Londrina é um clube falido, porém, com potencial de reversão'', observou Furlan.


