Há três anos, o meia-esquerda Germano Borovicz Cardozo Schuweger, 20 anos, sequer sonhava em se ser um jogador profissional. Nascido em Toledo, Germano morava com a família no distrito de São Pedro do Iguaçu (72 km a oeste de Cascavel) e jogava ''peladas'' pelo campeonato amador. Descendente de alemães e filho de um funcionário público de classe média, o meia pensava no futebol como lazer e não profissão. ''Ser jogador de futebol era uma coisa distante para mim'', confessa o caçula da família Schuweger.
Após passagens pelo Grêmio Maringá (1999) e Toledo (2000), Germano veio parar nos juniores do Londrina. Sua sorte mudou há menos de um mês quando o técnico Freitas Nascimento não só o convocou para um coletivo dos profissionais, como também o escalou para enfrentar o Joinville. Obediente taticamente, o meia foi titular ainda contra Americano (1 a 1) e Bragantino (3 a 1).
''Fiquei feliz e surpreso. Liguei para minha família e não tinha ninguém em casa. Depois, contei para meus pais e eles ficaram contentes'', conta o meia, que aguarda nova chance de voltar a ser titular do Londrina. ''Quero dar continuidade ao meu trabalho, ficar na equipe profissional e procurar meu espaço no grupo'', diz ele, que ainda recebe uma pequena ajuda de custo. O valor, prefere não revelar. ''É o meu último ano no júnior e vou esperar o momento certo para almejar algo mais'', afirma. Germano já concluiu o segundo grau e ainda não decidiu que faculdade pretende cursar. (C.S.)

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