O piloto austríaco Gerhard Berger, da Benetton, não disputa no final de semana o GP do Canadá. Ainda não é nenhum sinal da mudança drástica pela qual a equipe passará. Berger não corre porque não se recuperou de uma cirurgia realizada para corrigir sua sinusite. Ele será substituído por outro austríaco, Alexander Wurz, de 23 anos, piloto de testes da Benetton e que estreará na F-1. Os treinos no circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, começam hoje.
As três semanas que separaram a prova da Espanha da do Canadá não foram suficientes para Berger a voltar a ter condições de pilotar. ‘‘Ele tem sofrido com infecções constantes, daí a cirurgia’’, explica Flávio Briatore, diretor da Benetton. ‘‘O que ocorre é que depois da intervenção seu quadro piorou; os médicos pediram um tempo maior para poder tratá-lo corretamente’’, disse Flávio. O seu substituto estréia com moral elevado na Benetton. Supersticioso a ponto de pilotar com cada sapatilha de uma cor, Wurz chega à F-1 depois de disputar ano passado o ITC, pela Opel, e três temporadas de F-3 na Alemanha, sem nenhum título, mas com várias vitórias isoladas.
Se a Williams vencer o GP do Canadá, domingo, será a sua vitória de número 100 na F-1. Os dirigentes da Ferrari e da McLaren estão preocupados: as duas, primeira e segunda nesse ranking, podem ser ultrapassadas pela excelente organização de Frank Williams. E em breve. A Ferrari tem 109 vitórias e a McLaren 105.
Dos 22 carros que largaram em 96, apenas oito completaram a prova que terá 69 voltas. ‘‘Este é um circuito Engine Killer (assassino de motor), avalia Pedro Paulo Diniz, da Arrow-Yamaha. ‘‘Nós vamos usar uma nova versão do nosso motor só na classificação’’, explica. O mesmo drama de motor vive Rubens Barrichello na Stewart-Ford. Apesar do investimento que a Ford vem fazendo, não se recupera na F-1 de uma corrida para outra o tempo perdido.

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