Mais do que o incauculável valor que o esporte movimenta, ele agita a economia, de outra forma: gerando empregos. Cada uma das equipes, independente da modalidade e da categoria, precisa de atletas para compor equipes titulares e reservas, além de obrigatoriamente ter comissões técnicas, com preparador físico, massagista, técnico, auxiliar, médico, fisioterapeuta, roupeiros e outros membros, específicas para cada uma.
Excluindo-se as personagens principais dos eventos esportivos, entram em cena os coadjuvantes. Cozinheiras, lavadeiras, motoristas, seguranças, enfim, pessoas que trabalham para que os atletas e suas devidas comissões técnicas cheguem em condições aos espetáculos.
O futebol é o setor que mais emprega no esporte. O Londrina Esporte Clube (LEC), por exemplo, emprega 18 pessoas somente no setor adminstrativo e comissão técnica do futebol profissional. Juntam-se à eles, mais 25 jogadores, movimentando cerca de R$ 200 mil mensais entre as despesas gerais do clube e a folha de pagamento. Porém, apenas 30% desse valor é arrecadado pelo clube. O restante os dirigentes tem que ''se virar'' para pagar.
Já a Londrina Junior Team, que administra as categorias de base do LEC, emprega mais 15 pessoas, além de possuir cerca de 80 atletas nas diversas categorias de base, que recebem ajudas de custo entre R$ 30 e R$ 200 por mês, movimentando cerca de R$ 70 mil mensais.
O mais modesto dos clubes de futebol da cidade, a Portuguesa Londrinense, também dá a sua contribuição. São 37 funcionários divididos entre adminstração e comissões técnicas. Juntam-se a eles 20 jogadores profissionais, que recebem entre R$ 500 e R$ 700, e mais 30 juniores, que ganham ajuda de custo entre R$ 50 e R$ 240. Além deles, o clube ainda conta com 120 futuros jogadores divididos entre quatro categorias de base. Entre eles estão oito índios, 18 japoneses, dois mexicanos, um panamenho e um boliviano. Para manter tudo isso, a Lusinha gasta cerca de R$ 30 mil mensais.
''Se tivéssemos patrocínios seríamos maiores e empregaríamos mais gente. Muita gente pobre tem isso aqui (o futebol) como oportunidade para crescer e quando consegue fazer um bom contrato com algum time grande investe o que ganha aqui em Londrina, dando o retorno'', observa o diretor de futebol da Lusinha, Amarildo Vieira, que garante ter revelado mais de 80 jogadores pelo Brasil e pelo Mundo, além de 15 técnicos. ''Estou fazendo a minha parte como cristão. A Portuguesa dá empregos, alimentação e faz o seu trabalho social'', completa.
Além destes empregos diretos, as atividades esportivas geram milhares de empregos indiretos. Somente no Estádio do Café, segundo dados do LEC, aproximadamente 60 vendedores ambulantes comercializam seus produtos em dias de jogos do time dentro e nos arredores do local. Além deles cerca de 20 pessoas são contratadas para cuidarem dos estacionamentos, 75 seguranças e 20 gandulas e porteiros. A conta vai mais além. Como muita gente prefere deixar o carro na rua, aparece mais uma categoria para ''ganhar a vida'' em dias de eventos esportivos: os flanelinhas.
Desta mesma forma funciona em jogos de basquete ou handebol no Moringão, corridas no Autódromo Internacional Ayrton Senna e em outras competições esportivas realizadas na cidade. (T.M.)

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