Geninho defende futebol-arte, mas com rapidez
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de outubro de 2001
Julio Cesar Lima<br> De Curitiba 
Eugênio Machado Souto, o Geninho, técnico do Atlético, acredita no futebol-arte. Para ele, sempre existirá o craque em campo, mas é necessário ter rapidez, antes que o marcador chegue.
Segundo ele, se houve aprimoramento no preparo físico de todos, diminuindo os espaços para o domínio de bola, os atletas responsáveis pelas jogadas devem ser mais rápidos. ''É uma questão de rapidez. Agindo dessa forma o espetáculo continua, caso contrário os jogos caem de nível'', sentencia.
Geninho foi goleiro entre as décadas de 60 e 80. Jogou pelo interior paulista e no Rio Grande do Sul, onde começou a carreira de técnico em 1994, pelo Novo Hamburgo. Com passagens pela Arábia Saudita, em 1993, sua maior conquista foi o Módulo Amarelo da Copa João Havelange/2000, pelo Paraná Clube.
Além de tentar manter o Atlético no bloco dos oito primeiros colocados do Brasileiro, Geninho defenderá uma marca pessoal no Atletiba: é o único treinador que ainda não perdeu na competição. Deixou o Santos sem sofrer derrotas.


