São Paulo - Um tem 16 anos. Outro, 17. Serão titulares do ataque do Corinthians pelo menos até Gil se recuperar de contusão e juntos somam quase a idade do meia Robert, 32. Um terceiro, que disputa posição, está com 18. Divertem-se na concentração com passatempos típicos da adolescência, como travessuras, tiração de sarro e, claro, videogame. Pela ordem, Jô, Abuda e Wilson são, ao mesmo tempo, destaques e preocupações no Parque São Jorge.
A pouca idade e a consequente empolgação com a situação os tornam personalidades. São cortejados pela mídia e ovacionados pela torcida. Representam esperança de retorno financeiro para o clube e de gols para o técnico Geninho. Jogam com o mesmo entusiasmo que os torcedores cobram dos mais experientes, para os quais o time é só mais um no currículo. Dessa forma, ficam simpáticos diante das arquibancadas.
Jô é o caçula. Tenta compensar a falta de experiência com disposição. Porém, ainda padece diante de questões naturais, como o organismo ainda em desenvolvimento. É franzino e muitas vezes sofre no embate corpo a corpo diante dos zagueiros. ''Precisamos ter paciência com eles. Transmitir tranquilidade nesse momento é fundamental'', explicou o treinador do Corinthians.
Abuda volta após participar da seleção que conquistou o Mundial Sub-17. ''Tenho certeza que os torcedores vão me dar apoio. Senti que sou querido'', afirmou o atacante.
Wilson fica longe da briga enquanto estiver com a seleção Sub-18, no Japão.

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