São Paulo - Ganhar, mas acima de tudo, apresentar futebol convincente. É o que dirigentes querem do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Esperam por melhor rendimento, sobretudo do técnico Geninho, que já não agrada a todos e começa a ter o trabalho contestado.
Até agora, na competição nacional, o time obteve apenas cinco vitórias. Todas contra adversários sem grande expressão: Paysandu, Fortaleza, Criciúma, Juventude e Vitória. Contra equipes tradicionais, tropeços, futebol de baixo nível e sofrimento. E, claro, alguns vexames.
Envolvido completamente pelo Atlético Mineiro (derrota por 3 a 0 no Pacaembu), presa fácil para a forte marcação do, até então, instável São Caetano (1 a 0) e, no domingo, convidado a bailar pelo São Paulo (2 a 1). Soma-se, ainda, a precoce eliminação da Taça Libertadores, para o River late, nas oitavas-de-final.
Em entrevista à Rádio Joven Pan, ontem à tarde, o vice-presidente de Futebol Antonio Roque Citadini diz não haver problemas com o treinador. ''A imprensa gosta de demitir técnico, pois mantendo-os no cargo não há manchetes.'' Na verdade há.
A justificativa sobre a eliminação da Libertadores, de que faltou experiência, não foi bem digerida no Parque São Jorge. E até agora, o Corinthians é um time sem esquema definido. A filosofia de trabalho de Geninho não agradou aos jogadores, que pediram para voltar a atuar no esquema de Carlos Alberto Parreira.
O próprio Citadini já andou se desentendendo com o técnico. Certa vez, afirmou que o time precisava treinar mais e parar de fazer tantos rachões. E na semana passada, ao dizer que é hora de ousadia dos treinadores, foi contestado por Geninho.
A alegação de que ganhou o Paulista já não é suficiente para manter Geninho no cargo. É necessário resultados. A sequência, Ponte Preta, Fluminense e Atlético Paranaense, pode ajudar. Ou...

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