Agência Folha
  São Paulo - Em três partidas, o vascaíno Marcelinho fez três gols de falta neste Brasileiro. A marca não é suficiente para intimidar o técnico corintiano, Geninho.
  Ele assumiu o risco de transformar seu time em outra vítima do meia-atacante e descartou adotar uma estratégia para evitar faltas perto da área hoje, a partir das 21h40, em São Januário.
  ‘‘O Marcelinho é um bom batedor, mas não consegue fazer gols em todas as cobranças. Prefiro uma cobrança de falta a ter um adversário entrando na minha área’’, justificou o treinador.
  Geninho é o único no Parque São Jorge a não demonstrar muita preocupação com o ex-ídolo corintiano, hoje desafeto da diretoria, que o rejeitou como reforço, após seu retorno do Japão, por causa de uma disputa judicial travada com o jogador.
  O meia-atacante é responsável por quatro dos nove gols do Vasco no Nacional.
  Para anular o meia-atacante, o volante Fabinho gostaria de marcá-lo individualmente. ‘‘Desse jeito você cola no jogador o tempo inteiro. Fica bom para você e ruim para ele’’, explicou.
  Porém, Geninho faz restrições a usar essa estratégia. ‘‘Posso marcar o Marcelinho individualmente só quando ele estiver mais perto da área. No meio do campo, não é necessário.’’
  Os atletas corintianos minimizaram o atrito que tiveram com Marcelinho, afastado em 2001, após um desentendimento com Ricardinho. Na ocasião o time todo declarou apoio ao atleta que agora está no São Paulo.
  ‘‘O problema do Marcelinho foi com outros jogadores. Eu o admiro muito, desde que era só torcedor. Depois, ele me ajudou muito no começo de carreira’’, disse Gil.
  Já a diretoria ainda tem mágoas. O presidente Alberto Dualib vetou a volta do meia-atacante, que chegou a ir até o Parque São Jorge para tentar negociar. Com os dirigentes, o problema é o fato de Marcelinho ter saído do clube em litígio para defender o Santos. As duas partes ainda brigam na Justiça e na semana passada voltaram a trocar farpas.
  Com ou sem as cobranças do meia-atacante, o jogo terá muitos gols, se as equipes repetirem o desempenho que tiveram até aqui no Nacional. Ao lado do Cruzeiro, os dois times têm o melhor ataque, com nove gols. A defesa vascaína foi vazada dez vezes e é a segunda pior. A do Corinthians levou sete gols até agora.

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