Gehring diz que não quer ‘virar um Celso Pitta’ Janaina Tupan Frare Especial para a Folha De Curitiba Luís Gehring, que está presidindo a Federação Paranaense de Automobilismo há dez anos, disse à Folha que os valores só foram reajustados porque estavam desatualizados e que a Federação também tem os seus compromissos. ‘‘Pagamos aluguel, funcionários, xerox, troféus, os comissários das provas, as despesas com hospedagem e alimentação’’, justifica. Segundo Gehring, o que está acontecendo com o Automóvel Clube de Londrina é uma simples briga pelo poder. ‘‘Eu nem queria mais estar na presidência. Queria ser vereador, deputado. Mas, se eu sair agora, vão me chamar de Pitta e isso eu não quero’’, disse ele, referindo-se às denúncias de corrupção que atualmente envolvem o prefeito de São Paulo, Celso Pitta. Ao contrário do Automóvel Clube de Londrina, que anuncia para hoje um manifesto contra Gehring, o Automóvel Clube de Cascavel resolveu ‘negociar’. O presidente da entidade cascavelense, Juracir Massoni, conseguiu baixar o custo para a realização das provas regionais, de Arrancada e do Paranaense de kart. ‘‘Os preços realmente estavam muito abusivos. As altas taxas inviabilizariam as competições de kart e arrancada na região Oeste’’, explicou Massoni. Já o piloto curitibano Flávio Trindade, que também administra o Autódromo Internacional de Curitiba, disse que ainda não enfrentou nenhum problema em relação aos aumentos, mesmo porque ainda não estava sabendo dos valores, já que o Autódromo ainda não reativou as atividades. ‘‘Claro que na hora que precisar pagar eu vou chorar’’, diz Trindade.