Dirigentes da Gaviões da Fiel, a maior torcida organizada do Corinthians, com 65 mil associados, pretende invadir a reunião marcada para hoje entre diretores do clube e o técnico Oswaldo de Oliveira (foto) para exigir a demissão imediata do treinador. A decisão de que Oliveira não deve mais continuar no clube, sob hipótese alguma, foi tomada em reunião entre os 40 conselheiros da Gaviões, após consulta aos associados.
‘‘Não aceitamos a permanência de Oliveira. Quanto ao restante da comissão técnica, só vamos aceitar se não houver mais divisão de trabalho com a seleção brasileira. Eles (os integrantes da comissão) vão ter de optar pelo Corinthians ou pela seleção’’, afirmou José Cláudio de Almeida Moraes, o Dentinho, presidente da Gaviões.
Para evitar uma situação constrangedora no clube, a diretoria corintiana já articula uma forma de desvincular a saída de Oliveira à imposição dos torcedores. A falta de um acordo salarial para a renovação do contrato do treinador, que vence no próximo dia 30, faria parte da estratégia. Oliveira, que recebe cerca de R$ 80 mil por mês, pediria R$ 200 mil.
Parte dos dirigentes do Parque São Jorge concorda com a decisão da torcida e defende a contratação de um técnico disciplinador. Emerson Leão, do Sport, é o nome mais cotado para a substituição.
A Gaviões marcou ainda um protesto para o próximo dia 19, no Parque São Jorge, quando os jogadores se reapresentarão. ‘‘Vamos levar faixas para cobrar trabalho do time’’, disse Dentinho. No comunicado que será entregue hoje à diretoria corintiana, os torcedores pedem a contratação de cinco jogadores: dois laterais, um atacante, um volante e um meia.
Ontem, seis dias após o jogo em que perdeu o pênalti que desclassificou o Corinthians na Libertadores, o meia-atacante Marcelinho resolveu romper o silêncio para pedir perdão à torcida. ‘‘O impacto ainda não passou. É um momento muito triste e difícil da minha carreira. Peço perdão à nação corintiana por essa fatalidade’’, disse a uma rádio paulista.

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