Gaviões e cartolas do timão batem-boca
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quinta-feira, 13 de setembro de 2001
Agência Folha 
A torcida do Corinthians criticou a diretoria e o HMTF, parceiro do clube, no empate de anteontem à noite com o Colo Colo no Pacaembu, pela Copa Mercosul, mas o vice-presidente de futebol Antonio Roque Citadini diz que não se importa com as cobranças.
Pede apenas que poupem os jogadores. ''Não vejo problema nenhum no fato dos torcedores terem pedido minha saída. Diretor não joga e não sou candidato a nada'', disse Citadini.
O dirigente, no entanto, não escondeu sua insatisfação pelo fato de os torcedores terem se manifestado contra o HMTF. ''Isso é um equívoco dos torcedores. O Corinthians e a Hicks têm um orçamento. Estamos tentando contratar, mas isso só vai acontecer se aparecerem bons negócios.''
O técnico Wanderley Luxemburgo, apesar das vaias e das críticas, acredita que a torcida mostrou mais paciência com o time dessa vez. ''Não vi a torcida direcionando vaias contundentes contra a equipe. Eles reclamaram mais da diretoria'', disse o treinador.
Citadini não concorda. Ele acredita que o pedido por contratações atrapalha quem está dentro de campo. ''Esse negócio de 'queremos jogador' só funciona contra a equipe'', criticou o dirigente.
O meia Ricardinho, o jogador mais cobrado pela torcida, também diz não se incomodar com as manifestações contrárias. ''Não é a torcida toda. São alguns grupos isolados que me criticam. Mas sei porque isso ocorre. Não só eu, mas todo mundo sabe que isso ocorre em virtude de tudo o que aconteceu'', afirmou Ricardinho, em referência ao afastamento do meia Marcelinho, que se transferiu para o Santos.


