Gaúcho filho de
uruguaios torce
pela Celeste
Dorico da SilvaRECEPÇÃO CALOROSANicolas Santiago acena bandeira para o ônibus com a delegação: Uruguai tem torcida garantida em LondrinaA equipe do Uruguai não vai poder reclamar de falta de torcida em Londrina. Ontem à tarde, antes do desembarque da seleção, um gaúcho, filho de pais uruguaios, aguardava no saguão do aeroporto com ansiedade. Vestindo a camisa da seleção e balançando uma bandeira alviceleste, Nicolas Santiago, 17 anos, garantiu que o sangue dos pais vai falar mais alto quando for ao Estádio do Café – mesmo que o jogo seja contra o Brasil.
‘‘Quando a Seleção Brasileira jogar contra a Argentina, vamos torcer muito pelo Brasil. Mas contra o Uruguai... Vamos esperar que a classificação fique com Uruguai e Brasil’’, despistou ele – que chegou a pedir autógrafo para o técnico do Chile, Nelson Acosta, que é uruguaio.
Nicolas Santiago estava acompanhado no aeroporto de outro torcedor especial. A sua mãe, Blanca Flores, nasceu há 49 anos numa cidade chamada Paysandu, à beira do rio Uruguai, e há 25 anos mora no Brasil. Teve quatro filhos, um uruguaio e os outros brasileiros – dois gaúchos e um paulista. E, assim como o filho Nicolas, ela não tem dúvidas sobre para quem vai torcer no duelo entre Brasil e Uruguai.
‘‘No começo estava dividida. Mas quando o Uruguai entra em campo... aí é o Uruguai! Mas em casa está muito dividido, inclusive meu marido. É que foi a metade de nossa vida lá, e metade aqui’’, disse ela. Mas o marido, Victor Genta, 54 anos, que também chegou ao aeroporto assim que o ônibus da delegação uruguaia saía, não pareceu nada dividido. Ele compartilhou a torcida do filho e vibrou muito com a passagem da delegação, com palavras de incentivo.
(Lúcio Horta)