Garrote ainda não quer pensar em eleição
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quarta-feira, 05 de outubro de 2005
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Mesmo faltando apenas um mês para as eleições presidenciais no Londrina, o presidente Agostinho Miguel Garrote acha que ainda não é hora de falar sobre a sua sucessão. Para ele, o importante primeiro é fechar os compromissos do mandato atual para depois pensar no pleito. ''Acho prematuro falar em reeleição, porque a preocupação é aguardar a decisão do STJD (o Superior Tribunal de Justiça Desportiva vai apontar amanhã se o time segue na Série C do Campeonato Brasileiro) e fazer o fechamento das contas'', desconversou o cartola.
Mesmo sem admitir, Garrote é candidato sim à reeleição. Torcedor fanático, ele quer dar sequência ao trabalho iniciado no fim de 2004, mas assinala com a colaboração caso apareça alguém com mais poder financeiro para tocar o Londrina. ''Meu objetivo é não deixar o clube morrer. Se vier alguém fazer no meu lugar, melhor ainda. Aguardo pessoas que possam dirigir de forma mais tranquila financeiramente'', avisou.
Garrote assumiu a presidência do Londrina em setembro de 2004, depois da renúncia de Carlos Alberto Garcia. Foi o único dos conselheiros a aceitar o desafio de assumir um clube endividado, desacreditado e que tinha acabado de perder seu maior patrimônio, que era a Série B.
Com pouco dinheiro em caixa, o Londrina conseguiu chegar às semifinais do Campeonato Paranaense e parou na terceira fase da Série C. ''Se tivesse um pouquinho mais de dinheiro dava pra chegar'', lamentou Garrote.
Independentemente de continuar ou não no cargo após as eleições de novembro, o cartola pretende deixar a casa organizada. Ele já tem pronto um planejamento para a temporada de 2006. ''Vou continuar trabalhando até as eleições. O Londrina não pode parar. Já temos que nos preocupar com o Paranaense'', garantiu o dirigente, que ontem à tarde comandou uma reunião com a diretoria atual para discutir o ano que passou e o que está por vir.
Orgulho O desgaste é facilmente notável em Garrote. A falta de dinheiro é apenas um dos problemas enfrentados no dia-a-dia do clube. Sem uma retaguarda que lhe dê sustentação mantém o clube em pé com a ajuda apenas do vice, Odair Oriani, além dos funcionários , ele tem que se desdobrar para ''não deixar a peteca cair''.
Foram viagens e mais viagens, sem sucesso, atrás de parceiros, problemas dentro e fora de campo, batalhas judiciais, além de um problema sério de saúde na família. ''É um desgaste físico, pessoal e mental. É uma responsabilidade muito grande, mas não me arrependo, me sinto orgulhoso'', disse emocionado.


