Garrincha com a camisa de outro Londrina
O livro "Estrela Solitária Um brasileiro chamado Garrincha", de Ruy Castro (editora Companhia das Letras), atesta que o lendário gênio das pernas tortas jogou futebol pela última vez vestindo a camisa do Londrina, no dia 25 de dezembro de 1982.
Mas o Londrina ao qual Castro faz referência não é o LEC. É um homônimo de Planaltina (DF). Naquela época, muito prejudicado pelo alcoolismo, Mané topava qualquer grana para se exibir em campos de futebol do Brasil.
E assim ele aceitou o convite de Antônio Teodoro Ribeiro, o Saty, fundador do time do Planalto Central. Em 2015, em entrevista ao blog "É Notícia", do Portal Bonde, Saty deu a seguinte explicação quando questionado sobre o motivo de existir um time chamado Londrina no Distrito Federal.
"Tínhamos um time que se chamava União. Eu jogava como cabeça-de-área. Decidi que era o momento de termos uma estrutura melhor e trocar de nome. Era 1976 e o Londrina estava na primeira divisão do futebol brasileiro. Identifiquei-me com as cores do clube do Norte do Paraná, o azul e o branco. Falei com os companheiros sobre a ideia de passarmos a usar o nome de Londrina. O pessoal topou. No nosso escudo, substituímos o ramo de café do clube original pela pedra fundamental de Brasília."
Dinâmico, ele contratou Garrincha para fazer uma partida amistosa e promover o seu time. Já havia acertado outra exibição de Mané para o ano seguinte. Não deu tempo. O craque dos dribles inesquecíveis morreu em 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos. (W.S)





