São Paulo - A briga entre São Paulo e Oscar está longe do fim. E se o argumento do jogador for aceito pela Justiça, o clube tricolor corre o risco de perder outros jogadores. Há no clube 22 atletas na situação do meia de 18 anos que entrou com uma ação para rescindir o seu contrato.
O jogador, através do seu advogado André Ribeiro, alega que não poderia ter assinado vínculo por mais de três anos porque era menor de idade. A Fifa não permite tal procedimento. O São Paulo alega que ele era emancipado e sustenta que isso está previsto no Código Civil. ''Mas o São Paulo responde à Fifa. É um clube de futebol pelo o que eu sei'', disparou André Ribeiro. ''Estou muito confiante em conseguir liberar o Oscar do contrato''.
O garoto, que volta ao Brasil hoje depois de disputar um torneio pela seleção brasileira sub-19 no Uruguai, não vai se apresentar ao São Paulo, que por ora cassou a liminar obtida por ele. Oscar não aparecerá no CT da Barra Funda até o final do processo. A decisão foi tomada por seu procurador, Giuliano Bertolucci.
O empresário pode aumentar o número de ações. Outros dois jogadores que pertencem a ele estão na lista de jogadores que foram emancipados para assinarem contratos por mais de cinco anos. Tratam-se do atacante Henrique, que está no profissional, e do volante Casemiro, destaque na Copa São Paulo.
Queixa-crime
Bertolucci pretende tirá-los do Morumbi. O empresário está insatisfeito com o comportamento da diretoria do São Paulo. Ele contratou inclusive o advogado Roberto Podval para entrar com uma queixa-crime por coação contra o superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha, que deixou um recado ofensivo na caixa postal do celular de Oscar. E fez um pedido para o Sindicato dos Atletas Profissionais verificar os contratos no clube tricolor.
''Não há um movimento contra o São Paulo. O clube apenas optou por um procedimento questionável, sabiam o risco que estavam correndo'', disse André Ribeiro, que também é o responsável pelo processo movido pelo garoto Lucas Piazon.

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