São Paulo - As atuações de Wilson e de Fagner na goleada de 4 a 0 sobre o Fortaleza mudaram os rumos da reformulação que será feita no Corinthians em 2007. Assim como aconteceu no Santos em 2002 - de Robinho e Diego -, a geração é espontânea. Não é fruto de um longo trabalho de observação. Ao contrário.
Os jovens de Leão somente terão chance porque a diretoria do Corinthians resolveu acabar com a dependência financeira da MSI para montar seu time. ''Acabou a era de estrelismo. O Corinthians agora é outro'', deixou escapar o treinador após a vitória em Fortaleza, que deixou o time a oito pontos de distância da zona do rebaixamento do Brasileirão.
Leão não quer mais jogadores ''caros, mimados e problemáticos'', como Carlos Alberto e Tevez. E, principalmente, não quer atletas sobre os quais ele não tem poder total.
O ex-técnico do Palmeiras, Marcelo Villar, não cansava de falar que Leão nunca deu atenção ao time B ou aos juniores do Verdão. Essa versão combina com a tese da Vila Belmiro de que Leão só apostou em Robinho e Diego porque a diretoria do Santos não quis gastar dinheiro com os veteranos que ele havia indicado.
O goleiro Sérgio, do Palmeiras, e o lateral-direito Anderson Lima, do São Caetano, estão apalavrados com Leão para reforçar o Corinthians em 2007. Mas jogadores dos juniores, como o lateral-direito Fagner, o meia Patrício e os atacantes Wilson e Robson Baiano serão presenças cada vez mais constantes no time corintiano.
Leão esteve reunido com o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, em Fortaleza. E o tema foi o planejamento do elenco para a próxima temporada. A folha de pagamentos passará dos atuais R$ 4,5 milhões para R$ 2,5 milhões. Assim, devem sair do clube ''estrelas'' como Roger, Carlos Alberto e Gustavo Nery. Também devem ir embora jogadores caros ou que não deram resultados como Coelho, Sebá, Herrera, Silvio Luiz e André Leone.

mockup