Pa­ra um ga­ro­to saí­do do Lon­dri­na ter a opor­tu­ni­da­de de jo­gar e trei­nar num clu­be co­mo o In­ter­na­cio­nal, ho­je com uma das me­lho­res es­tru­tu­ras do ­País, é qua­se a rea­li­za­ção de um so­nho. Só não é a rea­li­za­ção com­ple­ta por­que, pa­ra con­se­guir lu­gar ao sol num elen­co com 57 jo­ga­do­res, a lu­ta é ár­dua. Sim, o gru­po jú­nior do In­ter es­ta­va com 57 ga­ro­tos nos oi­to me­ses em que Jay­me es­te­ve lá. ‘‘Só ata­can­tes são 11. Co­mo no ti­me só jo­gam uns cin­co, a bri­ga é ter­rí­vel. Eu nor­mal­men­te es­ta­va en­tre os re­la­cio­na­dos, mas não
en­tra­va ­jogando’’, re­la­tou à
FO­LHA.
  Ou­tra in­for­ma­ção que cha­ma a aten­ção é o va­lor que o Co­lo­ra­do des­pen­de com os ga­ro­tos da ba­se. ­Após a re­por­ta­gem in­sis­tir, Jay­me re­ve­lou que na ca­te­go­ria jú­nior a mé­dia de sa­lá­rio dos atle­tas fi­ca en­tre R$ 3 e R$ 4 mil men­sais. ‘‘Lá tem até ju­ve­nil (15 a 17 ­anos) com sa­lá­rio de R$ 2 ­mil’’, in­for­mou. A fo­lha do clu­be com as ca­te­go­rias de ba­se é ele­va­da pa­ra se se­gu­rar os jo­ga­do­res até o pro­fis­sio­nal.
  ­Além do sa­lá­rio, Jay­me con­ta­va com to­do o ­apoio lo­gís­ti­co no In­ter. ‘‘Não fal­ta na­da no alo­ja­men­to (den­tro do Bei­ra-Rio), to­do mun­do lá re­ce­be em dia e a gen­te é mui­to bem tra­ta­do. Só vol­tei mes­mo (pa­ra Lon­dri­na) por­que que­ria jo­gar ­mais, apa­re­cer. Eu te­mia fi­car su­mi­do lá, já que não era ti­tu­lar no ­júnior’’, con­tou. De vol­ta ao Tu­ba­rão, aju­dou o ti­me Sub-20 a se reer­guer na Co­pa Tri­bu­na e clas­si­fi­cou a equi­pe. Ago­ra es­tá nos pla­nos do téc­ni­co Gil­ber­to Pe­rei­ra pa­ra a Sé­rie D. (J.K.)

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