Garoto vende rifas para lutar taekwondo
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quinta-feira, 16 de setembro de 2004
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
O sonho de ver o filho participando de uma Olimpíada é o que fortalece a crocheteira autônoma Cláudia de Oliveira Piovan a continuar batendo de porta em porta para vender rifas. Atualmente, vendendo rifa de uma bicicleta, ela tenta conseguir recursos para o filho Douglas Augusto Piovan, 13 anos, participar do Brasil Open de taekwondo, que acontecerá em Santos (SP), nos dias 9 e 10 de outubro. Ano passado, em Betim (MG), Douglas conquistou o vice-campeonato, na categoria infantil.
Douglas começou a praticar taekwondo há três anos na academia Sol e Aço, sob comando do professor Lucas Pierini. O incentivo maior partiu da mãe, que via a necessidade do filho aprender uma auto-defesa. ''Prefiro ver meu filho lutando no tatame do que nas ruas'', ressaltou.
Em pouco tempo de treino, Douglas demonstrou características de um grande atleta. Lutando pela academia Pequeno Tigre, venceu o Campeonato Norte-Paranaense e o Paranaense, em duas oportunidades. Além disso, em 2002, conquistou o 8º Brasil Open, que foi realizado em Londrina, e contava, inclusive, com atletas de outros países da América do Sul.
De família humilde, Douglas sempre teve dificuldades em participar de competições, ou mesmo trocar de faixa, exatamente pela falta de dinheiro. O dobô, roupa utilizada durante treinos e campeonatos, foi presente de um cursinho vestibular. ''Ele (Douglas) não recebe qualquer tipo de apoio. Somente amigos e a família ajudam'', lamentou Cláudia, que já procurou grandes empresas de Londrina para patrocinar o filho, mas não obteve sucesso.
''Não tenho vergonha de sair pedindo para comprarem a rifa, pois estou lutando por um sonho meu e do meu filho. Toda mãe sonha em ver o filho ser alguém na vida e o meu não é diferente. Gostaria que ele tivesse um patrocínio fixo e pudesse treinar com tranquilidade'', afirmou Cláudia.
Mesmo diante de tantas dificuldades, Douglas não esmorece e continua acreditando que conseguirá o dinheiro necessário para viajar. Mãe e filho parecem viver em sincronia, principalmente nos sonhos. ''Meu maior sonho é disputar uma Olimpíada'', garantiu Douglas.
Os interessados em contribuir com Douglas podem entrar em contato pelo telefone (43) 3325-8225.


