Para que a notícia das peneiradas chegue a um número maior de pessoas, o clube faz divulgação em meios de comunicação. No último ano, Felipe Campanholi Martins, 14 anos, leu na Folha de Londrina que haveria uma seleção no PSTC. Natural de Engenheiro Beltrão (30 km ao norte de Campo Mourão), não pensou duas vezes antes de pedir para o pai lhe trazer a Londrina. ''Fiquei sabendo um dia antes. Saímos de madrugada. Foi tudo muito rápido, mas valeu a pena'', contou o menino que sonha em jogar no Real Madrid e na seleção brasileira.
Outra aposta do PSTC, Guilherme Henrique Pereira Alves, 14, passou a jogar no clube após uma avaliação coletiva. A primeira experiência do menino de Cornélio Procópio foi um sucesso. Ele diz que se preparou física e psicologicamente para o teste. ''Vim com muita vontade. Tinha certeza que seria aprovado'', declarou o menino para completar. ''Quero ser jogador, mas nem sempre podemos realizar nossos sonhos. Nosso destino pertence a Deus.''
Estrutura A seleção encerrada ontem começou no último sábado com a presença de 363 garotos nascidos entre 1989 e 1994, um recorde na história do clube, fundado em 1994. Para avaliar cada um dos meninos, o PSTC conta com um staff de profissionais de alto gabarito. Cada menino teve, pelo menos, 25 minutos para demonstrar potencial. Aqueles que chamaram a atenção de um ou mais técnicos foram convidados a retornar durante essa semana para serem avaliados com mais critério.
O técnico e assessor geral do PSTC, Jair Machado, explica que em um primeiro momento os profissionais observam a qualidade técnica e se o desenvolvimento motor do menino está adequado para sua idade. Uma anormalidade na altura ou peso podem eliminar as chances de aprovação.
Machado observou que as duas seleções realizadas anualmente (em janeiro e agosto) são destinadas a atender meninos de Londrina e região. No restante do ano, a agenda do clube fica destinada a avaliar garotos vindos de outras regiões do Estado e do Brasil. Por semana, uma média de 25 candidatos a jogadores ficam alojados no clube fazendo testes.
O técnico não tem dúvida em afirmar que o mais difícil é o momento de apresentar a decisão do colegiado de técnicos. ''Tentamos amenizar a frustração de quem não é aprovado. Mostramos exemplos de jogadores famosos, como Cafu e Kléberson, que passaram por vários testes antes de serem aprovados'', ressaltou. (G.A.)

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