Aos 10 anos de idade, Miguel Danelon é outro exemplo de dedicação ao esporte na infância. O garoto começou a jogar tênis com apenas 4 anos de idade e atualmente é um dos destaques da equipe Tebet/Danelon, do Londrina Country Clube.
Apesar de ter iniciado cedo no esporte, Miguel só começou a competir este ano. Isso se deve a uma norma da Confederação Brasileira de Tênis que só permite competições oficiais com atletas que tenham no mínimo 10 anos. ''A criança deve estar no ano que vai completar 11 anos'', explica José Guilhemre Danelon, pai e treinador de Miguel.
Ele conta que a história do filho no tênis começou meio que por acaso. ''Eu vinha treinar o pessoal aqui no clube e o trazia junto, já que não tinha com quem deixá-lo. Aos poucos ele foi se interessando e querendo aprender'', explica Danelon. ''Eu via os caras jogando e me deu vontade de jogar também'', complementa Miguel.
Com o tempo, o garoto foi aprendendo e tomando gosto pelo esporte. A carga horária de treinos foi aumentando. Aos 8 anos já treinava 1 hora por dia. Atualmente, são duas horas diárias.
E foi só chegar na idade apta a competições que a rotina do garoto mudou. Somente este ano ele já participou de dois campeonatos sul-brasileiros, cinco paranaenses e um brasileiro. Durante as competições enfrenta adversários maiores e mais experientes, já que a categoria é dos 10 aos 12 anos. Mesmo sem conquistar medalhas Miguel já é o 12º do ranking paranaense . ''Tem que ir treinando para ganhar. Mas também não se pode só ganhar'', ensina o jovem tenista.
Orientar o filho sobre a vida de atleta é uma tarefa que Danelon diz cumprir com cautela, evitando que o garoto se sinta pressionado e deixando-o à vontade para a prática do esporte. ''Nunca forcei nada, ele treina porque gosta mesmo. E o que mais a gente fala é que tem que controlar o lado emocional. Enquanto isso aqui é uma diversão, a gente deixa ele tranquilo'', explica Danelon.
Miguel precisa cumprir apenas uma exigência: estar em dia com a escola. O pai fica de olho no boletim e dependendo das notas o pequeno atleta fica impedido de participar de competições até correr atrás do 'prejuízo escolar'. ''A gente faz uma troca com ele'', afirma Danelon.
Mas não é só pai que pode fazer exigências. Miguel também tem a sua. Não deixa ninguém da família assistir aos seus jogos durante as competições. ''Fico nervoso'', explica o garoto. O pai diz que acaba assistindo alguma coisa ou outra, mas geralmente respeita a vontade do filho, pois sabe que ela é temporária. ''Aos poucos ele vai se acostumando e perdendo esse nervosismo'', declara.
O garoto também gosta de outros esportes. Pratica karatê e anda de skate. Mas é por meio do tênis que ele sonha com um futuro de atleta profissional. Um atleta igual ou até melhor que seu maior ídolo, o tenista Rafael Nadal. ''Quero ser o número 1'', finaliza. (J.F.)

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