São Paulo - Ricardo Gareca é um excelente técnico e, com certeza, a médio e longo prazo, daria certo no Palmeiras. Mesmo com essas convicções, Paulo Nobre, presidente do clube, ao lado da diretoria, tomou a decisão de demitir o treinador argentino.
"O resultado não deu certo no tempo que pensávamos. Gareca daria certo aqui, mas o Brasileiro está na metade, e o Palmeiras está em um lugar incômodo da classificação. Se a gente esperasse para tomar uma atitude mais para frente, poderia ser tarde demais", disse o presidente alviverde em entrevista coletiva nesta segunda-feira, na Academia de Futebol. "Chegamos à conclusão de que os resultados não estavam acontecendo e não enxergávamos uma evolução no time", acrescentou. Mesmo reconhecendo que trocar de treinador no meio da competição não é o ideal, Nobre afirmou que sua diretoria poderia pecar pelo excesso de ação, mas não pela omissão. "Seremos pró-ativos ao invés de reativo", nas palavras do presidente.
Nobre admitiu que o rebaixamento é "um fato que precisa ser trabalhado no dia a dia", mas garantiu que o clube alviverde não cairá para a segunda divisão. "A torcida do Palmeiras está de parabéns, está se comportando de maneira exemplar. E eu afirmo que não vai cair, porque com a força dessa torcida, o elenco cresce muito", disparou o dirigente, que confirmou Alberto Valentim como interino. O cartola também defendeu que os quatro jogadores argentinos contratados por indicação de Gareca (Tobio, Mouche, Allione e Cristaldo) não serão um "abacaxi" para o clube.
"Todos eles foram avaliados e aprovados pelo Palmeiras. Gareca pediu que avaliássemos bem, pois o contrato da comissão técnica costuma ser menor do que o dos atletas. São bons jogadores, vão continuar e contamos muito com eles."

ADEUS
Após ser demitido, o técnico Ricardo Gareca se despediu dos jogadores e dos funcionários antes de deixar o clube. Acompanhando pelo preparador físico Nestor Bonilla e pelo auxiliar Sérgio Santim - também demitidos -, o argentino fez questão de descer do carro e falar com alguns jornalistas que o aguardavam do lado de fora da Academia de Futebol. "Foi uma decisão da diretoria e tenho que aceitar. Queria ficar no Palmeiras para tentar ir até o final e não estar nessa situação. Mas entendo a decisão que eles tomaram", disse Gareca, contratado até junho de 2015.
Embora parecesse tranquilo, Gareca admitiu estar decepcionado com sua saída do clube. "Saio decepcionado por mim, não pela diretoria, jogadores ou torcida. Decepcionado porque não pude devolver toda essa confiança que depositaram em mim." O treinador, porém, não soube explicar o motivo de não ter conseguido desempenhar um bom trabalho à frente do Palmeiras. Nos 13 jogos em que comandou a equipe, ele obteve quatro vitórias (incluindo o amistoso contra a Fiorentina), um empate e oito derrotas.

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