Dois assuntos relacionados ao automobilismo estiveram em pauta esta semana em Londrina. Primeiro, mais uma etapa da Stock Car, que deve levar um grande público hoje ao Autódromo Internacional Ayrton Senna. O segundo, o acidente do piloto Ernesto Pívaro Neto, o Gardenal, durante treino da Copa Econorte, no dia 25 de outubro.
E este último assunto é o mais importante. Várias versões foram dadas em relação ao acidente do piloto, que vem fazendo uma bela temporada na Fórmula Truck.
O que me intriga nesta história toda é como um piloto que não competindo na Copa Econorte pode entrar na pista durante um temporal e ninguém fez nada para impedir. As respostas dadas foram a de que ele, como piloto federado, pode entrar na pista quando o treino é livre para testar qualquer carro, como o acontecido no dia do acidente?
Não dá para entender. Para um piloto testar seu carro na pista do autódromo não tem que marcar um horário e pagar uma taxa para isso? Ou será que basta apenas ser federado e tudo bem?
Outra coisa que não dá para entender é que mesmo sendo um treino livre, mas dentro da programação da oitava etapa da Copa Econorte, não havia pessoas responsáveis pelos cuidados dentro e fora da pista?
O que se sabe é que quando a chuva caiu forte todos os pilotos voltaram para os boxes. Gardenal, segundo quem estava no local, teria ido para a pista testar um carro e conhecer como seria andar pelo traçado inverso, uma das atrações da prova. Como ele entrou na pista sem ninguém perceber?
O acidente foi grave. Até sexta-feira à noite, quando escrevia o texto, o piloto ainda estava na UTI. O presidente da Federação Paranaense de Automobilismo, Rubens Gatti, disse que pelo estado do carro o acidente não deveria ter causado tantos danos ao piloto. O que aconteceu então?
Para mim o que importa, primeiro, é a recuperação total do piloto. Mas o que me intriga é como ele pode chegar durante um treino, sendo ele piloto de F-Truck, pegar um carro, ir para a pista e tudo bem.
Acho que mesmo nos mais pequenos campeonatos deve haver um mínimo de organização, ordem e comando. Sem regras vira bagunça. Gardenal não tinha nada que pegar o carro e ir para a pista durante treino (não importa se é livre ou não) sendo que ele não competia na categoria. E, pior ainda, ninguém da organização ou responsável pelo evento proibiu sua entrada na pista. Deu no que deu.

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