‘‘Não há meio-termo: um dia, você é Carlos Gardel. No outro, carta fora do baralho.’’ O dito popular, que define quanto o argentino valoriza os êxitos constantes, é uma das frases preferidas de Daniel Passarella, que comanda hoje sua seleção na estréia na Copa diante do Japão, às 12h30, em Toulouse, pelo Grupo H, que terá ainda Jamaica e Croácia em Lens. O lugar da partida contra a seleção japonesa não poderia ser mais simbólico para a Argentina: Toulouse, a terra natal do maior mito do país, o cantor de tango Carlos Gardel, cujo apelido de criança era ‘‘El Francesito’’.
O técnico da Argentina, Daniel Passarella, tem apenas uma dúvida para a escalação: um substituto para o zagueiro Chamot, que ainda não se recuperou de uma contratura muscular. A disputa para a vaga é entre Nelson Vivas e Pablo Paz. Vivas é favorito para jogar, embora Passarela, durante entrevista, tenha dito que Paz também tem chances. Gabriel Batistuta, que na sexta-feira torceu o tornozelo esquerdo durante treinamento, está confirmado no ataque argentino, ao lado de Claudio López.
Por seu lado, o Japão, um novato em Copas como os companheiros de Grupo H Croácia e Jamaica, montou um sistema defensivo para frear o ataque argentino. No começo da semana, o técnico da seleção japonesa, Takeshi Okada, disse que ficaria ‘‘contentíssimo’’ se conseguisse um empate em 1 a 1 contra a Argentina. A autoconfiança aumentou com a proximidade do jogo, e Okada arriscou que sua equipe vai vencer a primeira partida de Copa disputada pelo país. ‘‘Se nosso contra-ataque funcionar, podemos fazer um 2 a 1.’’ O técnico deve escalar apenas um atacante, Jo Shoji, 22, deixando o brasileiro Wagner Lopes no banco. O atacante Batistuta será marcado por Ihara.

Argentina
Roa; Zanetti, Ayala, Sensini, Vivas; Simeone, Almeyda, Verón, Ortega; Batistuta, López. Técnico: Daniel PassarellaFrance PresseBatigol assustaO artilheiro argentino Batistuta será vigiado de perto pela defesa da seleção do JapãoAgência Folha

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