Garçons cortam o cabelo em homenagem a Ronaldo
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sábado, 08 de junho de 2002
Denise Angelo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os funcionários da churrascaria Devons, em Curitiba, começaram a trabalhar mais cedo ontem. Eles adiantaram o expediente em uma hora para poder assistir, juntos, o segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo. E para desejar sorte à seleção brasileira, 32 dos 40 funcionários da churrascaria rasparam o cabelo. O último a aderir à moda foi Gustavo Matias Neto, 28 anos, que raspou a cabeça no intervalo do jogo. Ele estava de férias e voltou ao trabalho hoje, contou um dos organizadores da festa, Walmir dos Santos. A cabeleireira que mora em frente à churrascaria, Angela Maria do Nascimento, foi arrastada até o salão para fazer o corte.
Durante os dias de jogos da seleção, o uniforme dos garçons será a camisa verde e amarela. E como todo brasileiro, em meio às jogadas da seleção, os garçons incorporavam o papel de técnico. Esse Rivaldo segura muito a bola, reclamava um deles. Até que minutos depois Rivaldo faz o segundo gol do Brasil e ganha o perdão de todos.
Entre uma comemoração e outra, um deles lembra de pedir ao colega para colocar fogo na churrasqueira. A recepcionista Dolores Maria Parise pede aos meninos que economizem um pouco da garganta para atender os clientes.
O quarto gol do Brasil, marcado por Ronaldinho, foi o mais comemorado de todos, já que foi o número 9 da seleção quem inspirou os garçons a aderir à moda careca. Ele pode não ser um craque, mas é o talismã da nossa seleção, considera Walmir.
Do outro lado da cidade, uma turma bem diferente dos garçons assistia o jogo. No Bar Usina, na frente da Pontifícia Universidade Católica, ninguém vestia a camisa verde e amarela. Ao contrário, lá predominava muita roupa preta com brilhos. É que os frequentadores do bar, na maioria estudantes, tinham chegado na festa no dia anterior. Como o bar tem 17 telões, muitos aproveitaram e continuaram por lá para assistir o jogo. Foi o caso do estudante de engenharia civil Adolfo Centurion. Bastante otimista, ele apostava numa vitória brasileira por 6 a 0. Errou o placar, mas nem por isso a vitória foi comemorada com menos entusiasmo.


