Fernando Tupan
De Londrina
Pablo Garcia foi eleito como o melhor jogador da série classificatória do Grupo B, em Cascavel, apesar de ter atuado em apenas três das quatro partidas do Uruguai. Jogando no Atlético de Madrid, da Espanha, ele é um dos jogadores mais experientes do elenco, ao lado do zagueiro Rivas, da Inter de Milão.
O futebol do volante apareceu por seguir a tradição da garra uruguaia, mas com um diferencial: ele adora ir ao ataque, driblar na área adversária, chutar a gol e abandonar sua posição para exercer outros papéis como, por exemplo, armador. Quando defende, não brinca em serviço; se preciso manda a bola para arquibancada e continua jogando como tivesse feito a melhor jogada da partida.
A simplicidade é uma qualidade nata. Não inventar nada é um dos seus lemas. A classificação para as Olimpíadas de Sydney em setembro é o seu objetivo principal. ‘‘Estou mentalizando a classificação. Nas finais será matar ou morrer. Vou para a guerra.’’
Garcia demonstrou que não foge da raia na vitória de 1 a 0 sobre o Paraguai, quando jogou boa parte da partida com o nariz quebrado. Mesmo sentindo dores, esbanjou técnica e raça. Por duas vezes teve de deixar o campo para ser atendido – mas jogou até o final.
Sua vida mudou muito nos últimos anos. Em 95, Garcia cursava o segundo grau e trabalhava como assistente de padeiro. Em 97 disputou o Mundial da Malásia pela seleção sub-20 e foi apontado um dos destaques da competição.

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