O próximo presidente do Londrina Esporte Clube tem que ser alguém influente e com recursos financeiros suficientes para socorrer as necessidades da equipe de futebol. A opinião é de Carlos Alberto Garcia, 47 anos, o maior ídolo do clube e terceiro maior artilheiro da história do time com 86 gols. Sondado para liderar a chapa de situação do LEC para o biênio 2002/03, Garcia deve rejeitar o convite por falta de tempo. O prazo para inscrições de chapas vence na próxima segunda-feira, às 18 horas. Até ontem nenhuma chapa havia sido inscrita. Além de Garcia, o nome do atual presidente Agostinho Miguel Garrote, 48, também circula como presidenciável.
''Fiquei orgulhoso de ser lembrado e adoraria ajudar o Londrina. Mas meu trabalho (é gerente regional do Consórcio União) não permite isso, viajo muito e não adianta fazer meia-boca. Além disso tenho meus filhos para formar'', diz Garcia. Na visão do ídolo, o presidente do Londrina tem que ser rico. ''Sempre foi assim com o Jacy Scaff (presidente do clube na década de 70) e agora com o Iran. Nunca vi dar certo sem que tivesse uma estrutura financeira por trás.''
O convite para que Garcia fosse o próximo presidente do clube partiu do empresário Iran Campos, presidente da Londrina Júnior Team (empresa que administra as categorias de base do clube) e líder do grupo de apoio financeiro ao time na Série B do Brasileiro. ''Precisamos de alguém com credibilidade e que seja bastante conhecido como o Garcia. O Agostinho é um abnegado, faz um grande trabalho e estará sempre comigo'', justifica Iran.
Agostinho Garrote mantém o discurso de colaborar com o clube. Ele garante que não colocará obstáculos se aparecer um nome de consenso e só faz uma ressalva. ''Se aparecer algum aventureiro me coloco na disputa.''
Garcia não esconde que sempre sonhou em presidir o clube pelo qual jogou em três períodos de sua carreira de 1975 a 1978, 1981 (foi campeão paranaense) e 1986. Em 1994 ele disputou o cargo com Marcelo Caldarelli e acabou derrotado. ''Foi uma derrota humilhante. Alguns associados até rasgavam a cédula com o meu nome e pisavam em cima, isso me magoou muito'', lembra ele, que também foi vereador entre 1993/1996.
Garcia faz elogios ao trabalho dos dirigentes, ao técnico Freitas Nascimento e aos jogadores. ''Quero parabenizar os jogadores porque estão honrando a camisa do Londrina.'' Ele nutre um sonho ainda maior: ver o filho Gabriel, 12 anos, vestir a camisa que o tornou ídolo no Londrina. ''Ele é canhoto e veloz. Só espero que seja melhor do que eu'', diz sorrindo. Gabriel joga no time mirim do LEC.

mockup