Garcia acha difícil renovar com veteranos
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quinta-feira, 08 de abril de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
O presidente Carlos Alberto Garcia disse ontem que acha difícil o clube renovar o contrato de quatro jogadores considerados caros dentro da política de poucos gastos implantada desde o início do ano. Na segunda-feira, o meia Nem, o volante Rocha, o atacante Paraguaio e o goleiro Marcelo serão convocados pela diretoria para mais uma, e talvez a definitiva, rodada de negociações. À exceção de Nem, que assinou somente para o Campeonato Paranaense, o restante tem contrato até junho. Na opinião de Garcia, o teto salarial de R$ 3 mil deve inviabilizar um possível acerto. ''Acho que eles não vão aceitar nossas condições. Já fui jogador e sei do que estou falando. Quero deixá-los livres para procurar outro clube e ganhar dinheiro em outro lugar'', declarou.
Garcia revelou sua preocupação com o futuro a curto prazo destes jogadores. Se porventura, algum deles jogar pelo Londrina na Série B, só terá condições legais de atuar na Série A ou C. ''Os quatro são excepcionais jogadores, foram aprovados pela comissão técnica, inclusive o Raul (treinador), e mostraram que são capacitados. Mas não vamos sair do teto. Eu também não tenho o direito de segurá-lo aqui até o final do contrato, e depois complicar a vida deles no resto do ano. Por isso queremos acertar está situação agora'', explicou Garcia.
Rocha, Marcelo e Paraguaio vivem uma situação delicada. No ano passado, quando o clube era administrado por um grupo gestor os empresários estão hoje na Portuguesa Londrinense eles tiveram o salário achatado no final do ano para a disputa da Copa Sesquicentenário. Tudo com a promessa de um reajuste para a Série B deste ano. ''O contrato na época foi mal planejado. A diretoria agora é outra'', ponderou o presidente.
Refúgio Depois do Feriado de Páscoa, o elenco se reapresenta na segunda-feira. E a pré-temporada, ameaçada em razão do alto custo financeiro, será realizada a partir da próxima terça-feira no Aguativa Resort, em Cornélio Procópio. O confinamento em um local afastado do cotidiano do clube é considerado fundamental pela atual comissão técnica. ''Falei com o presidente que era importante fazer uma pré-temporada. Neste dias, vamos avaliar o plantel, traçar objetivo e metas, tudo encarado de forma profissional. Queremos fazer um trabalho específico para o time ter uma boa arrancada na competição'', argumentou o supervisor Antonio Nunes, o Lico.
Como o clube passa por um momento de reestruturação financeira, a pré-temporada surgiu no formato de ''presente''. Segundo Garcia, um deputado ''amigo'' ficou sensibilizado com o trabalho da atual diretoria e decidiu ajudar. ''Prefiro não dizer quem é. O importante é que não custará nada para o clube... Ele pagará ainda o salário de um jogador'', afirmou Garcia. Serão sete dias confinados no hotel. ''Pelas informações que tive, a estrutura é muito boa, com dois campos, sala de musculação e ótima alimentação'', enumerou Lico. O Tubarão estréia dia 23, uma sexta-feira, contra o Avaí.


