São Paulo, 18 (AE) - Enquanto não fecha o acordo de parceria com o Banco Icatu, o Corinthians pode ganhar nos próximos dias um aliado na luta contra os seus problemas financeiros. O GAP (Grupo de Apoio ao Presidente, formado pelos economistas Eduardo Rocha Azevedo, Emir Capez, Ibrahim Eris e Luís Paulo Rosemberg) está disposto a retornar ao clube e ajudar a transformá-lo em empresa (uma exigência da Lei Pelé), mas impõe algumas condições.
O grupo não quer que se repitam as interferências de dirigentes e conselheiros corintianos, que acabaram provocando o afastamento dos seus membros, em abril de 1997, pouco após terem fechado o contrato de patrocínio com o Banco Excel Econômico. A gota dágua foi a contratação do zagueiro Antônio Carlos pelo então vice-presidente de Futebol, José Mansur, sem que os economistas fossem consultados.
"O presidente Dualib tem insistido na nossa volta e estamos dispostos a ajudar e estudá-la, desde que se mude um pouco a mentalidade do clube, disse Eduardo Rocha Azevedo. As "condições" seriam o respaldo total do presidente e dos líderes do Conselho Deliberativo e a autonomia total na administração das receitas e despesas do clube. "Uma das premissas básicas é que não se pode misturar o dinheiro do futebol com o dinheiro do clube social: são dois departamentos distintos", afirmou Azevedo.
Um ponto favorável, de acordo com Azevedo, é o fato de o Corinthians ter hoje um diretor profissional, Luiz Henrique de Menezes, que faria a "ponte" entre o GAP, jogadores e comissão técnica. O grupo de economistas já está ajudando o Corinthians na prática.
"Fizemos uma análise informal do pré-contrato com o Banco Icatu e demos algumas sugestões", disse Emir Capez. Se o acordo entre banco e clube não sair (o Corinthians espera uma resposta até segunda), o GAP tentaria atrair outras empresas interessadas na parceria.
Capez e seus companheiros também estão por dentro da situação econômica do clube. "Quando saímos, em abril de 97, o clube tinha uma dívida de R$ 6 milhões a R$ 7 milhões e hoje ela pulou para R$ 15 milhões; a folha de pagamento, que girava em torno de R$ 750 mil, saltou para R$ 1,8 milhão: é preciso saber o motivo diss, disse Capez.
MESMO TIME - Economia à parte, o técnico Oswaldo de Oliveira vai escalar contra o Ubiratan, sábado, pela Copa do Brasil, o mesmo time que venceu o Botafogo por 3 a 2.
Sem o atacante requisitado junto aos dirigentes, o treinador aposta todas as suas fichas em Fernando Baiano. Se a equipe tiver bom rendimento, será mantida para a estréia na Taça Libertadores, contra o Palmeiras, no dia 27.
O volante Gilmar, que teve forte entorse no tornozelo na quarta-feira, deve ser operado. Assim, ele só voltaria ao futebol no segundo semestre deste ano.

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