Santos - O meia Paulo Henrique Ganso desmentiu o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, em mensagens postadas no Twitter ontem, agravando a crise que toma conta do clube desde a eliminação para o Corinthians na semifinal da Libertadores. Com mais esse capítulo da novela que virou o futuro do jogador, sua saída da Vila Belmiro parece cada vez mais certa.
Na reunião do Conselho Deliberativo do Santos, na quinta-feira à noite, no salão nobre da Vila Belmiro, Luis Alvaro contou aos conselheiros que Ganso disse a ele que não vestiria mais a camisa do clube. Ao tomar conhecimento da declaração do dirigente, o jogador, que participa da preparação da seleção olímpica no Rio, negou que tenha dito ao presidente que não jogaria mais pelo Santos.
''Antes de mais nada, gostaria de deixar bem claro para a torcida santista que sempre me dediquei, lutei, ajudei esse clube no qual cresci e joguei com muita honra e dignidade. São 7 anos de pura dedicação e em momento algum disse que não queria mais jogar no Santos. Não cheguei agora e conheço o Santos muito bem, ao contrário de quem só pegou coisa boa e, nos momentos de dificuldades, tenta tirar o foco de onde realmente está errado. E as pessoas que criticam, procurem saber da verdade primeiro para depois julgar ou falar algo'', escreveu Ganso no Twitter.
A crise entre Ganso e o Santos se arrasta desde o segundo semestre de 2010. O jogador tinha a promessa de receber tratamento diferenciado, semelhante ao dispensado ao atacante Neymar, com a criação de um plano de carreira para ele. Mas, após sofrer ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, em agosto daquele ano, foi ''esquecido'' pela diretoria do clube.
Ganso não viu reconhecimento por parte da diretoria em nenhuma das três propostas que recebeu após a conquista da Libertadores, em 2011, para refazer o seu contrato. Tanto que a DIS, empresa que administra a carreira do meia e detém 55% dos direitos econômicos, já negocia uma forma de tirá-lo do Santos.

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