Ganso promete resolver sua situação com clube em janeiro
Yokohama - Depois da derrota para o Barcelona na final do Mundial, o meia Paulo Henrique Ganso rompeu um silêncio que já durava cinco dias e disse ontem que apenas em janeiro, quando voltar das férias, vai conversar sobre sua situação com o presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro.
Antes da estreia no Mundial, Ganso provocou um grande desconforto para a diretoria santista ao confirmar a informação de que vendeu 10% de seus direitos econômicos para a DIS - empresa que, dessa forma, passou a ter 55% do total dos direitos do jogador, contra 45% do Santos.
''Eu preferi não falar nada nos últimos dias para evitar mais polêmica'', explicou Ganso, ao comentar sobre o caso neste domingo, quando deixava o estádio de Yokohama, ainda abalado com a derrota para o Barcelona e triste por não ter conseguido conquistar o título do Mundial.
Os dirigentes santistas sustentam que não foram informados da intenção do meia de vender sua parte e, por isso, o clube não teve como igualar a proposta da DIS (R$ 5 milhões). Ganso, no entanto, disse no início da semana passada que o Santos foi consultado e não quis comprar.
Sabedores de que o relacionamento do meia com o Santos está longe de ser o ideal, vários jornalistas espanhóis e um italiano perguntaram a ele neste domingo se gostaria de jogar na Europa. Ganso deu a resposta padrão de que ''todo jogador sonha em jogar na Europa'' e acrescentou que em janeiro vai se reunir com a diretoria santista para decidir o que fazer.
E, para um jornalista que lhe perguntou especificamente sobre defender o Barcelona, ele disse: ''Se pudesse jogar uma vez só nesse time já ficaria muito feliz, porque é o melhor do mundo e seus jogadores têm uma qualidade fantástica.'' (A.E.)





