São Paulo - Zinedine Zidane passou o domingo em São Paulo. Agradeceu a recepção, elogiou o carinho do povo brasileiro, mas nem por isso exagerou na diplomacia. Disse, sem vacilar, que derrotar a seleção cinco vezes campeã do mundo por duas vezes teve sabor especial em sua carreira. ''Ganhar do Brasil não é duas vezes melhor do que ganhar de outros times. É mil vezes melhor.''
O astro francês foi destaque na final da Copa do Mundo de 1998, quando marcou dois gols na vitória sobre os brasileiros por 3 a 0, e o melhor em campo nas quartas-de-final da Alemanha, em 2006, em triunfo por 1 a 0 contra o time de Carlos Alberto Parreira. ''Só espero que os brasileiros não me odeiem por isso'', brincou.
Zidane cumpriu agenda cheia ontem. Foi à comunidade de Heliópolis para inaugurar uma quadra de futsal, bancada pela Adidas, multinacional de material esportivo que o trouxe ao País, participou de um jogo beneficente com ex-atletas e deu entrevista coletiva.
Disse considerar Ronaldo o melhor jogador com quem atuou, preferiu fugir das perguntas sobre a família (costuma ser extremamente reservado) e, embora sua assessoria tenha pedido que os repórteres evitassem o tema, falou sobre a cabeçada em Materazzi, na final de 2006. ''Essa parte da minha carreira está aqui dentro (apontando para o coração) e nunca vai sair. Na França, as pessoas me querem muito, sou querido. Não ficam pensando na última jogada.''

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