Gamarra não admite falar em despedida
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de junho de 1999
Por VALÉRIA ZUKERAN
FOLHA no Google News
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sexta-feira, 18 de junho de 1999
Por VALÉRIA ZUKERAN
ATIBAIA, 19 (AE) - Com seu jeito tranquilo e seguro, o zagueiro Gamarra ainda não admite que a partida deste domingo, contra o Palmeiras, será sua última com a camisa do Corinthians. "Com a sequência de vários jogos decisivos, ainda não tive tempo de falar com o pessoal do clube sobre o meu futuro." No entanto, o jogador tem data definida para anunciar se ficará no Brasil ou não: terça-feira.
O zagueiro, convocado para a seleção do Paraguai que disputará a Copa América, deveria apresentar-se à comissão técnica na segunda-feira. "Pedi à Confederação Paraguaia dois dias para definir minha situação profissional e eles deram autorização", conta. "Mas não fui bem entendido por muitos no Paraguai, que acharam que eu usaria esse tempo para ir à Europa; nada disso." Gamarra explica que a folga tem como objetivo permitir dedicação total à seleção. "Não acho legal o entra-e-sai de procurador na concentração, prefiro resolver tudo antes", diz.
O jogador, que até hoje não se conforma com o calendário do futebol brasileiro, afirma já ter sido sondado pela Roma, Bayern de Munique, Real Madrid e recebido uma boa proposta de transferência para a Europa. "Mas vou falar primeiro com o pessoal do Corinthians; se eles cobrirem a oferta, posso ficar." O passe está avaliado entre US$ 6 milhões e 7 milhões. O clube que adquirir o passe do jogador deverá pagar ao zagueiro mais 30% do valor do negócio.
Para o zagueiro, não há diferença entre morar no Brasil ou em outro país. "De qualquer forma, estarei fora do Paraguai." A filha, Priscila, esteve na concentração durante a semana, para despedir-se do pai. Vai estudar na Inglaterra. A menina dá como certa a transferência do pai para a Espanha e há rumores de sua transferência para o Atlético de Madrid. Para matar a saudade do Paraguai, Gamarra lê os principais jornais de seu país e fala pelo menos duas vezes por semana com o técnico da seleção (uma de suas paixões), Ever Almeida.
O jogador não espera facilidade na partida contra o Palmeiras, mas afirma que está preparado para as principais armas do adversário. "O forte deles é a jogada pelo alto, mas já sabemos como nos posicionar em campo para esse tipo de situação." O zagueiro prefere não comentar a situação do Palmeiras, que recentemente conquistou a Taça Libertadores. "Não estou preocupado com o que acontece por lá."