São Paulo, 04 (AE) - O desafio principal do zagueiro Gamarra nas finais do Campeonato Paulista é conseguir manter a concentração apenas nos jogos com o São Paulo. Sondado por diversos clubes do exterior (Bayern de Munique, da Alemanha, Parma e Roma, da Itália, são alguns exemplos) e requisitado com antecipação para defender a seleção paraguaia na Copa América (deveria se apresentar na segunda-feira), o capitão corintiano tem lutado para evitar que sua cabeça vire um trevo.
"Procuro ser realista, defende-se. "Essas ofertas pelo meu passe até agora não passaram de especulação porque nenhuma se oficializou; a Copa América é um outro capítulo importante, mas que eu só quero pensar depois do Paulista; sendo assim, só vou voltar as atenções para o São Paulo, para o momento, afirmou.
O presidente do Corinthians, Alberto Dualib, garantiu durante a semana que Gamarra permanecerá no clube no segundo semestre. De acordo com ele, o clube já iniciou negociações com o Banco Bilbao Vizcaya, dono do passe do jogador, para adquirí-lo em definitivo. "Eu só sairia para um grande clube da Europa; caso contrário, prefiro ficar no Corinthians, afirmou.
Preocupação dividida - Enquanto todos no Corinthians falam em Serginho ou Raí, Gamarra entende que o time não deve ter preocupação especial com nenhum jogador do São Paulo especificamente. "Temos de neutralizar as principais jogadas do São Paulo como um todo e não ficar pensando em um ou outro porque deste jeito o time não joga, disse.
O zagueiro também acha que o Corinthians deve preocupar-se com os seus defeitos. "Na minha opinião, a maior debilidade do time na temporada foram as falhas de posicionamento nas bolas paradas dos adversários, nas faltas e escanteios; felizmente, tivemos alguns dias para trabalhar isso, disse. "Precisamos jogar com muita inteligência para reverter a vantagem do São Paulo.
Hora de lazer - Para arejar a cabeça, Gamarra esqueceu o futebol durante as horas de folga na concentração, em Atibaia. Preferiu jogar tênis, seu novo hobby, com o meia Andrezinho. "Jogo tênis há uns seis meses, mas nunca tive aulas: vou na raça mesmo, afirmou. Gamarra acompanhou o torneio de Roland Garros pela televisão e disse que torceu para os brasileiros Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni e para o chileno Marcelo Ríos.

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