Gamarra chega e fala em ser campeão
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terça-feira, 05 de julho de 2005
Agência Estado 
São Paulo Era indisfarçável a alegria do diretor de futebol do Palmeiras, Salvador Hugo Palaia, com a contratação de Gamarra. O dirigente contava a quem quisesse ouvir um jantar que teve com o jogador, na noite anterior: ''Ele me perguntou quantos jogos o Palmeiras já fez, eu disse 10. Daí, me perguntou quantas rodadas faltavam. Falei 32. Ele pensou, calculou e disse para mim. Seu Palaia, nós vamos ser campeões.''
O zagueiro paraguaio foi apresentado ontem, treinou com o elenco palmeirense e disse estar pronto para o clássico de domingo, contra o Corinthians. Gamarra, de 34 anos, esbanjou segurança e otimismo na sua apresentação. Contou que, exceto no Atlético de Madrid, sempre ganhou títulos nas equipes em que defendeu. E no Palmeiras não será diferente. ''Não vim aqui só para jogar e pegar o meu salário. Quero ganhar títulos'', avisou.
Gamarra não quer repetir a temporada passada, quando ficou boa parte do ano na reserva. ''Joguei 30% dos jogos. Vou brigar por um lugar no time e ajudar com meu futebol'', revelou.
Na apresentação, Gamarra tentou desfazer seu passado corintiano, clube que defendeu entre 1998 e 2000. Ao vestir pela primeira vez a camisa do Palmeiras, disse que o verde ficou bem melhor.
''O Corinthians faz parte da minha história, mas ficou no passado. Escolhi defender o Palmeiras porque foi o clube que negociou com muita seriedade e tem ótima estrutura. Essa agora é a minha camisa. Por ela, sou capaz de morrer!'', explicou o zagueiro.
Em forma, garantiu estar pronto para jogar. ''Seria bom jogar o clássico contra o Corinthians. É um jogo importante. Estou à disposição do técnico. Quero ajudar, mas depende da parte burocrática'', admitiu.
Gamarra explicou que precisa tirar o visto de trabalho (ou seja, viajará ao exterior para pegar o visto) e ser inscrito na CBF (a Inter de Milão tem de enviar a liberação). As três semanas de férias não serão problema, garante o zagueiro, que diz ter treinado todos os dias. Ontem, Gamarra já trabalhou com o grupo, mas aguentou o ritmo apenas 30 minutos. Depois, fez um treinamento separadamente.
O técnico Paulo Bonamigo pretende escalá-lo no clássico, mas espera um posicionamento da diretoria.


