Galo volta à elite de olho no futuro
PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de novembro de 2005
Giancarlo Franquini<br>Especial para a Folha 
Maringá - Transformar o time da cidade em uma empresa e administrar toda a estrutura como um grande negócio foi a forma encontrada para reerguer o futebol de Maringá. A idéia nasceu entre um grupo de empresários apaixonados pela equipe maringaense, que em um ano conseguiu levar o Galo Maringá novamente à Primeira Divisão do Campeonato Paranaense.
O time foi fundado como uma Sociedade Anônima e ganhou o nome de Galo Maringá porque o Grêmio Maringá pertence hoje ao empresário Aurélio Almeida, que queria R$ 2 milhões pela marca. ''O Galo faz uma referência ao mascote do antigo time e existe uma identificação dos torcedores com o nome'', revela um dos diretores do clube, Edeval Meschiari.
Além disso, o Grêmio acumula hoje uma dívida de aproximadamente R$ 10 milhões e o grupo de empresários queria dar início a uma estrutura rentável. O presidente do novo clube, Marcos Aurélio Falleiro, queria que tudo funcionasse como uma empresa e todos os integrantes também assumissem as responsabilidades legais diante de eventuais problemas.
Para arrecadar fundos, o Galo Maringá trouxe quatro jogos da Série A do Campeonato Brasileiro para o Willie Davids. Os confrontos do Paraná Clube com os quatro principais times paulistas renderam R$ 400 mil. Meschiari explica que o dinheiro foi usado para melhorar a estrutura, bancar custos com jogadores e comissão técnica. ''Estamos com uma ótima estrutura e isso nos levou de volta à divisão principal do Paranaense'', comenta.
Com a meta de subir de divisão alcançada, a diretoria prepara agora a venda de cotas do Galo Maringá e a compra do Centro de Treinamento. O objetivo é terminar todas as obras do CT até maio de 2006 para começar os treinamentos com as categorias de base. ''Vamos vender as cotas de associados para levantar recursos e construir o CT. Não queremos montar uma estrutura para um campeonato, mas que dure anos. As categorias de base darão esse suporte para o clube'', esclarece o diretor.
Para Meschiari, a própria torcida tem sentido esse compromisso e comparecido aos jogos para apoiar a equipe. Nas primeiras partidas do campeonato a média de público girava em torno de duas mil pessoas. Na fase final o número subiu para 10 mil e hoje são esperados cerca de 15 mil torcedores no Willie Davids.


