Maringá - A Procuradoria Jurídica da Prefeitura de Maringá vai definir um prazo para que a empresa proprietária do Grêmio Maringá deixe as instalações do Estádio Willie Davids. A empresa, administrada por Aurélio Almeida, que está preso em Curitiba desde o dia 10 de junho, instalou no estádio a Universidade do Futebol. Foram construídos alojamentos para atletas das categorias de base e utilizados a água e a energia elétrica pagos pelo Poder Público sem autorização do município. O caso se transformou em mais um escândalo para o Galo, que aos trancos e barrancos está em plena disputa por uma das duas vagas para a Série C do Brasileirão.
Com o presidente do clube preso por condenação em processo por estelionato e usurpação de função pública pela Justiça de Chapecó (SC), o Grêmio Maringá enfrenta dificuldades financeiras e de pessoal para se manter em atividade. Os jogadores estão com salários atrasados e participam de coletivos sem preparador físico, treinador de goleiros e massagista. Eles dependem apenas das instruções do técnico Hugo Matos, que ainda se mantém fiel aos dirigentes do Galo.
Além de comprar o Grêmio Maringá a troco de dívidas no valor de R$ 190 mil, Almeida criou a ''universidade'' como categoria de base para formação de atletas, mas com o intuito final de comercializar os ''melhores''. Cada aluno são 92 jogadores com idade a partir de 16 anos paga R$ 3,8 mil por ano em troca do ensino técnico em futebol, alimentação, alojamento, material esportivo e consultas médicas.
Almeida alegou que tinha uma autorização ''verbal'' para usufruir do Willie Davids. Já a Secretaria Municipal de Esportes comunicou que apenas liberou o estádio para treinos diários. A exploração do local público por uma empresa particular só foi descoberta por causa do excesso de consumo de água e luz.
Segundo o secretário Mário Verri, a procuradoria deve notificar o Grêmio nos próximos oito dias. ''O Jurídico também está avaliando qual prazo vai estipular para a desocupação do estádio, se de 30 ou 60 dias'', afirmou Verri.
O secretário disse que ainda não tem idéia do valor que o município vem arcando com as contas feitas pela empresa no estádio. ''Só ficamos sabemos desta situação no início da semana passada'', alegou Verri. Conforme o secretário, Almeida pediu um ''tempo'' para qualquer atitude do município porque tem esperanças de que até terça-feira consiga deixar o Centro de Triagem da Polícia Civil.
Enquanto a confusão atinge limites extremos e mata de vergonha os torcedores fiéis do ''Galo Guerreiro'', a equipe se prepara para o jogo de amanhã, no Willie Davids, contra a Adap, pela Seletiva.

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