Agência Estado
De Belo Horizonte
O clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro, às 18h30 deste domingo, no Mineirão, primeira partida entre ambos no playoff do Brasileiro, está sendo encarado pela torcida e até pelos treinadores como o início de uma verdadeira decisão. O jogo será o 35º entre os clubes na história dos campeonatos nacionais e o sétimo deste ano. Nas competições brasileiras, desde a Taça de Prata, em 1967, o Atlético leva vantagem com 11 vitórias, contra oito do Cruzeiro e 15 empates.
Eles se enfrentaram duas vezes em quartas-de-final: em 1970, quando empataram e foram desclassificados por Fluminense e Palmeiras, e em 1986, quando o Atlético bateu o rival. Na atual temporada, a supremacia é do time de Levir Culpi, que venceu quatro das seis partidas de 1999 (com três goleadas), empatou uma e perdeu outra – embora a derrota tenha sido justamente a que desclassificou o Cruzeiro do Campeonato Mineiro, conquistado pelo Atlético. O último confronto, pela primeira fase do Brasileiro, foi frustrante para os alvinegros: derrota de 3 a 0, com dois gols de Alex Alves.
Para o técnico atleticano Humberto Ramos, o favoritismo do Cruzeiro, apontado pelos números de 1999 e pela campanha dos dois times no atual campeonato – os comandados de Levir terminaram a fase como vice-líderes, com nove pontos a mais que o Atlético, sétimo colocado –, não significa nada. ‘‘Fui jogador do Atlético, acompanho o time há mais de 30 anos e sei, como todos os mineiros, que com o Cruzeiro não há prognóstico, independente da situação dos dois’’, diz Humberto.
‘‘Mesmo nos amistosos, o clima é sempre de decisão, de igual para igual, e nesses três jogos não será diferente’’, acrescentou. Levir concorda com a avaliação de que clássicos são imprevisíveis, mas acredita que o Cruzeiro tem melhores chances de sair vitorioso do playoff, independente da vantagem de três empates.
No Atlético, Humberto Ramos, que pediu à imprensa para não chamá-lo de ‘‘técnico interino’’, por considerar a expressão pejorativa, e sim de ‘‘treinador em exercício’’, terá a equipe completa, reforçada pelo zagueiro Galván. O cruzeirense Levir Culpi terá a volta de três jogadores: André Luiz, Isaías e Donziete Oliveira, que cumpriram suspensão no empate com o Santos, por 3 a 3. O defensor Cris e o meia Djair estão vetados pelo departamento médico.
A Polícia Militar destacou 900 homens para fazer a segurança no clássico. Seis câmeras de vídeo estarão filmando os mais de 80 mil torcedores esperados no Mineirão.

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