Gallo vence a desconfiança como treinador do Santos
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quinta-feira, 12 de maio de 2005
Agência Estado 
Santos - Quando surgiu a possibilidade de Gallo assumir o cargo de técnico do Santos, todos na Baixada Santista ficaram desconfiados. Confirmada a escolha, a primeira idéia era de que ele seria um ''tampão'', fazendo uma ponte entre o demitido Oswaldo de Oliveira e um novo treinador de ponta. Mas ele mesmo tratou de esclarecer que jamais aceitaria uma situação dessas e começou ali a mostrar de outra maneira a mesma personalidade forte que tinha quando jogava como volante e era o ''xerife'' do time.
A conquista da classificação para a próxima fase da Copa Libertadores com uma goleada por 6 a 0 sobre o Bolívar foi bastante comemorada pelo treinador, que assim completou 11 jogos invictos à frente do Santos, igualando o recorde de Emerson Leão.
Gallo está satisfeito com o desempenho do time, mas não se ilude com a invencibilidade, pois sabe que uma hora esta acaba. ''Eu confiava no meu trabalho e a boa campanha vem acontecendo no jogo a jogo. Não é a invencibilidade que me preocupa, mas sim o trabalho e sempre confiei no trabalho do dia-a-dia.''
O perfil de profissional sério Gallo já tinha deixado quando foi volante do time que disputou as finais do Brasileiro de 95 e perdeu o título para o Botafogo. Quando resolveu seguir a carreira de treinador, procurou o Santos e ficou como auxiliar de Vanderlei Luxemburgo, juntamente com Serginho Chulapa. Depois de uma rápida saída foi para a Portuguesa , ele voltou como técnico do time principal e o conhecimento que tinha do grupo fez com que ele já entrasse sabendo o que iria fazer.
Dos tempos de volante, quando sempre dizia que seu trabalho era de destruir, ficou a preocupação com a marcação forte. Para ele, isso é vital num time que tem tantos jogadores talentosos. ''Procuramos trabalhar sempre com os pés no chão e sempre tenho passado isso para o grupo porque o time que joga com a categoria do Santos fica muito difícil de ser vencido se puder marcar da maneira que está marcando nos últimos jogos'', explicou o treinador, que vem escalando o time com três volantes nos jogos da Libertadores.


