Gallo aponta homogeneidade como ponto forte do Atlético-MG
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sexta-feira, 03 de dezembro de 1999
Por Evaldo Magalhães ------ ATTT: PARA A EDIÇÃO DE DOMINGO ------ 
Belo Horizonte, 03 (AE) - Dos seis jogadores do Atlético-MG que já chegaram a finais de Campeonato Brasileiro - não contando, é claro, o técnico Humberto Ramos, campeão pela própria equipe mineira, em 1971 -, o veterano meia e capitão Gallo, de 32 anos, é o que tenha, talvez, a melhor definição do grupo. "Somos um time homegêneo, com uma força de conjunto que supera os individualismos", diz. "Isso conta muito para uma equipe que pensa em ser campeã", acrescenta.
O jogador, que esteve em decisões do Brasileiro em 1995, pelo Santos, e no ano seguinte, defendendo a Portuguesa - em ambas, sendo derrotado -, diz que o Atlético está muito mais perto do título que seus antigos clubes, embora ainda tenha que passar pelo Vitória para chegar à final. "No Santos, sofremos muita pressão ainda no início do campeonato e até trocamos de treinador", lembra.
"Nas semifinais, contra o Fluminense, perdemos a primeira por 4 a 1, no Maracanã, e só nos classificamos para a final, contra o Botafogo, porque fizemos 5 a 2 em casa e saímos do sufoco", completa, fazendo comparação com a situação atual do Atlético, que bateu os baianos por 3 a 0 logo no primeiro jogo dos playoffs semifinais.
Também na Lusa, Gallo diz que as coisas foram muito mais difíceis que agora. "Éramos uma equipe desacreditada, que lutou para se afastar da zona de rebaixamento em boa parte do campeonato e cresceu só nos momentos decisivos", ressalta.
Já no Atlético, o meia defende que a campanha foi regular, ao contrário do que muitos pensam, e que a conquista do título, caso se concretizasse, não seria surpresa. "Ficamos por 15 rodadas da primeira fase entre os oito primeiros colocados e nosso pecado foi ter perdido duas das três últimas partidas, o que nos deixou apertados para classificar", explica. "Mas nunca fiz um campeonato tão bom."


