GALÁCTICOS EM MARINGÁ - Festa particular vira pesadelo para zagueiro
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sábado, 12 de março de 2005
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Maringá Tinha tudo para ser uma semana inesquecível para o zagueiro Anderson, do Corinthians. De volta à cidade onde apareceu para o futebol, o jogador queria fazer do jogo contra o Cianorte uma grande festa particular. Mas o sonho terminou em pesadelo com a vexatória derrota para o Cianorte e a expulsão dele.
Único dos badalados jogadores corintianos que permaneceu no saguão do hotel onde a delegação estava hospedada, atendendo fãs e reencontrando familiares e amigos, Anderson atendeu a reportagem da Folha. Sentado com dois amigos no quinto degrau da escada que dá acesso à sobreloja do local, o zagueiro confessou que estava ansioso e emocionado com a volta ao gramado do Estádio Willie Davis, com status de estrela do futebol nacional e logo após a primeira convocação para a seleção brasileira.
''Já são sete anos que saí daqui. Comecei no Grêmio e agora volto com uma equipe de destaque. É um sonho'', disse Anderson.
O capitão alvinegro confessou que acompanhou os jogos do Cianorte na Copa do Brasil já pensando num possível confronto contra o Leão do Vale. ''Torci muito para o Cianorte passar pelo Cene para eu poder voltar a jogar aqui em Maringá'', contou.
Mesmo com a chegada de Marinho, vice-campeão brasileiro com o Atlético Paranaense, e do galáctico Sebá, Anderson se manteve intacto na defesa corintiana e com a braçadeira de capitão. ''Não me preocupo com os outros. Todos têm qualidade. Estou tranquilo e a única preocupação é manter meu ritmo'', afirmou o zagueiro, que fez questão de elogiar os companheiros argentinos. ''O Tevez é gente boa, me surpreendeu. O Sebá, finíssimo''.
O mesmo assédio que Anderson teve no hotel, encontrou no Estádio Willie Davis. Ao entrar no gramado, ainda de tênis, com alguns colegas de clube, foi cercado por jornalistas e fãs, numa verdadeira blitz.
A festa do zagueiro, no entanto, começou a ser estragada com oito minutos de jogo, após o gol de Édson, o primeiro do Cianorte. Os outros dois, de Márcio Machado, deram um empurrãozinho para a decepção, que foi totalmente concretizada no início do segundo tempo. Anderson deu uma entrada dura em Valdiran e foi expulso pelo árbitro Elvécio Zequeto.
Os gritos histéricos das arquibancadas deram lugar às vaias e o sonho acabou em pesadelo. ''Não podia ser pior'', resumiu Anderson após um dia em que ele preferia nem lembrar que estava em casa.


