Gabriela também joga com adultos
A qualidade de Gabriela Vila com a bola nos pés é tão surpreendente que ela costuma disputar partidas amistosas de futebol e futsal com adultos. Nesses anos que pratica futsal, ela diz que nunca se sentiu discriminada por pessoas do sexo oposto. No caso do Metropolitano, a atitude de alguns técnicos que não queriam que ela jogasse é encarada mais como precaução.
Jayme Luiz Lino, seu técnico no Pinheirinho/Ovetril, diz que não existe qualquer diferença no tratamento dado a Gabriela e aos meninos da equipe. Segundo Lino, a menina é muito inteligente e assimila até com mais facilidade suas orientações. Atuando como pivô, Gabriela vem sendo um dos destaques da equipe, que no início do campeonato não era considerada favorita. ''Ela perde apenas na força física. Mas compensa com a técnica'', observou o treinador.
Gabriela já sentiu na pele a maior força física dos meninos. Em 2002, quando disputava uma campeonato de futebol suíço em Ibiporã, sofreu uma falta quando se preparava para marcar um gol. Consequência: uma fratura no braço e mais de 40 dias sem jogar futebol. ''Ainda bem que foi nas férias e não tinha treino'', falou a menina.
O técnico da AABB, Dida Bernardino, concorda que até a categoria pré-mirim não existe problema de meninas atuarem entre os meninos. ''Até essa idade as crianças não têm malícia, ainda são imaturas''. Ele completa que depois dos 12 ou 13 anos os meninos passam a jogar com mais virilidade. (G.A.)





