Gabriel Garcia segue os passos do pai
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de agosto de 2003
Reportagem Local 
''Meu pai já foi o jogador que foi e ídolo no Londrina. Agora é a minha vez. Vou tentar seguir os seus passos''. Com personalidade, e pinta de craque, Gabriel Lara Garcia, 14 anos, filho de um dos maiores ídolos do Tubarão, Carlos Alberto Garcia, já começa a despontar como uma das grandes promessas do time para o futuro.
O garoto começou a jogar futebol no PSTC, em 1999. Mas um ano depois, foi convencido pelo pai a trocar de clube e foi vestir a camisa alviceleste. ''Quero fazer história no Londrina. Não precisa ser tanto quanto meu pai, um pouco só já está bom'', confessa.
Assim como Carlos Alberto, Gabriel também é atacante, mas as características são diferentes. O Garcia pai era um jogador mais de área e o filho de arranque e explosão, que joga mais pela esquerda do campo.
Gabriel é o destaque da equipe infantil do Tubarão. Os números do garoto provam isso. Foi artilheiro dos quatro campeonatos que disputou em 2002. De um ano e meio para cá marcou 85 gols. ''Tento fazer o melhor, mas não sou um bom cabeceador'', reconhece.
O técnico Cambé é só elogios ao garoto. ''O Gabriel tem um arranque forte, muita habilidade e, principalmente, uma pancada com a perna esquerda. É um jogador de estilo europeu'', define. Para ele o atleta está no caminho certo e tem tudo para se tornar um grande jogador. ''Ele tem futuro. É obediente, tem uma boa formação familiar, enfim, está no caminho certo'', comenta.
O grande sonho de Gabriel é o mesmo de todos os jogadores de futebol: ''quero chegar à seleção''. Mas ele se contenta com menos: ''Primeiro quero ser jogador profissional''.
Por incrível que pareça, Gabriel não é torcedor de nenhum time. ''Na Segunda Divisão eu torço para o Londrina, mas é só. Antes eu torcia para o Corinthians, mas agora não torço mais. Eu gosto de assistir jogos finais e só'', confessa.
O pai é só alegria. Não esconde a emoção de ver o filho seguindo seus passos. ''Estou muito feliz. Vê-lo como jogador profissional é uma forma de recuperar a história e voltar ao meu passado'', conta Garcia.
Ele acompanha Gabriel desde quando o garoto começou a jogar futebol de salão, com 5 anos, e diz que sempre viu que o filho ''levava jeito''. Garcia se contém ao analisar o herdeiro. ''Ainda é o começo. Ele tem muito pela frente, muito o que aprender. Precisa aprimorar o chute com a perna esquerda, que já é bom, aprender a cabecear e chutar com a perna direita, mas está nas mãos de pessoas competentes'', analisa, se referindo ao Londrina Júnior Team.


