A Associação Londrinense de Ginástica Artística (Alga) está em festa A equipe conseguiu seu melhor resultado em um Campeonato Brasileiro em seus 23 anos de existência De quebra, vê brotar de seu centro de treinamentos dois garotos talentosos e promissores
Lucas Galdino, 10 anos, foi o segundo colocado geral no Brasileiro Pré-Infantil, realizado em Santos, na semana passada Por muito pouco ele não tirou o título de Aladim Macedo, atleta do Flamengo O londrinense ficou com 0 050 pontos a menos do que o carioca, que somou 78 300 Na quarta colocação, ficou outro atleta da Alga, Leonardo Iwama A equipe londrinense teve ainda Bruno Negrão e Gabriel Leal
Lucas e Leonardo foram destaques em provas individuais também Cada um foi o melhor em sua respectiva especialidade Lucas foi o melhor no cavalo com alças e segundo nas paralelas, prova vencida por Leonardo
''Ficar entre os três primeiros em uma competição forte como é o brasileiro, com 40 equipes, é muito importante'', avaliou o técnico Geisel Campos
O treinador acredita que a dupla vai ter um futuro vitorioso na ginástica ''Os dois são muito talentosos e nesse último ano tiveram um avanço surpreendente Foram os espelhos para outros atletas e podem chegar à seleção para 2016'', avaliou
Dificuldades
A Alga funciona há 23 anos e sobrevive graças à boa vontade dos diretores e ao apoio financeiro da Prefeitura de Londrina, através do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe) Em 2010, a entidade recebeu R$ 55 mil como conveniada, o que corresponde a pouco mais de R$ 4 mil por mês Valor irrisório, mas que é a única fonte de renda da Alga Esse dinheiro tem que ser suficiente para pagar funcionários e as despesas de manutenção do ginásio
O trabalho ainda tem parceiros que colaboram como podem, como restaurante, escola de inglês, colégio A Unifil paga um valor pela utilização dos aparelhos nas aulas do curso de Educação Física
Para melhorar o desempenho dos atletas, a Alga precisa adquirir um solo oficial de competição, que custa em torno de R$ 65 mil, já com a instalação O valor é maior do que a receita anual da equipe, o que obriga os técnicos a improvisar Aí, surge um novo problema Como a superfície de treinamentos não é a adequada, o risco de lesões aumenta consideravelmente
''Como não temos o solo oficial, precisamos improvisar com uma pista, mas ela não é adequada e pode causar lesões'', afirmou Campos
Para a diretora da Alga, Rosana Moreira, a falta de visibilidade da modalidade afasta possíveis patrocinadores ''A ginástica artística não é popular Aqui em Londrina, temos uma visualização muito grande dos esportes coletivos e muito pouco dos individuais'', apontou

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