Rio - O técnico Mano Menezes usou a indefinição do futuro de Paulo Henrique Ganso no Santos para justificar o fato de não ter convocado o meio-campista para os amistosos que a seleção brasileira fará em setembro contra a África do Sul e China. Na última terça, o São Paulo fez uma proposta oficial pelo jogador, prontamente recusada pela diretoria santista.
''Tive uma conversa com o Ganso quando fomos a Estocolmo (para o amistoso contra a Suécia, há uma semana). Penso, e disse isso a ele, que ele precisa tomar decisões com relação a ele mesmo. Essas indefinições estão o atrapalhando momentaneamente. Acreditamos nele. Acreditamos que, com essa definição - de ele ficar, sair, para onde ele vai -, com tranquilidade, ele volte a ser o jogador que queremos na seleção brasileira'', explicou Mano.
Com Ganso fora dos planos por enquanto, ficou aberta a possibilidade de Mano convocar outro jogador do Santos sem atrapalhar tanto o técnico Muricy Ramalho durante o Brasileirão. Chance para o volante Arouca mostrar seu futebol pela primeira vez com a camisa do Brasil. ''Não é de hoje que pensava em trazê-lo pra seleção, mas algumas vezes foi impossível. Agora se abriu essa possibilidade'', explicou o treinador - o outro santista convocado foi o atacante Neymar.
Além de Arouca, outra novidade foi o corintiano Cássio, 11º goleiro convocado por Mano em dois anos no cargo. ''Não temos uma unanimidade, mas temos ótimos goleiros, que tenho certeza vão se colocar como os goleiros para a Copa do Mundo. O Cássio é um goleiro que já conheço, trabalhei com ele no Grêmio. Foi para a Holanda, teve um bom retorno e está entre os nomes que gostaria de ter na seleção'', contou. ''Além do Cássio, também tenho plena confiança em Jefferson e Diego. Tivemos uma passagem com o Rafael, que provavelmente vamos voltar a ter em breve. Mas é lógico que ainda não temos uma unanimidade.''
Mano também comentou na entrevista coletiva sobre a pressão que sofre na seleção, principalmente depois de ficar sem a sonhada medalha de ouro olímpica. ''Nunca me preocupei com isso. Não é uma questão que me preocupa, a não ser continuar vencendo. A gente vem fazendo o que precisa ser feito. Estamos definindo uma seleção, temos um grupo já direcionado, e é assim que entendo que devemos construir o trabalho. O caminho é esse e as convicções precisam ser mantidas'', avaliou o treinador. (A.E.)

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