Futuro do tênis reunido em Londrina
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
A molecada do tênis invadiu as quadras do Londrina Country Clube e está fazendo bonito no 13º Arthrom Tennis Cup. Desde sábado até o dia 25, cerca de 350 tenistas, de 12 a 18 anos, de 16 países diferentes mais brasileiros com até 18 anos vindos de 17 estados se enfrentam nas arenas de saibro mirando em cada devolução um futuro na elite mundial do esporte.
Presidente da Federação Paranaense de Tênis e organizador do torneio, José Guilherme Danelon, lembra que diversos dos melhores tenistas do mundo já se apresentaram nas edições passadas do torneio, que este ano completa 22 edições (sendo a 13 internacional). Das estrelas brasileiras atuais da modalidade - ''Do Guga ao Thomaz Bellucci'' - todas também já jogaram em Londrina. ''É um dos únicos quatro torneios brasileiros que faz parte do circuito mundial e no meio do tênis este é um dos mais famosos e mais conceituados. Os juvenis querem vir porque jogam com a mesma estrutura que os profissionais'', valoriza Danelon. Ele reforçou ainda que o torneio distribui pontos para os ranking brasileiro, sulamericano e mundial.
O clima ontem era de tensão, principalmente entre aqueles que ainda iriam disputar confrontos qualificatórios, que garantem aos ganhadores seguirem no torneio. Estreando em Londrina, a paraibana Flávia Belmont, 16, estava apreensiva mas confessou a esperança de mostrar um bom tênis: ''espero ganhar alguns jogos''. Aproveitando a visibilidade, a menina cobrou mais apoio para as atletas brasileiras. ''Quero muito ser profissional mas é muito difícil. Daqui a alguns anos, pretendo conseguir bolsa e ir treinar nos Estados Unidos'', disse. A catarinense Luana Trautwein, 16, também estava confiante. ''Conheço quase todas as meninas e espero jogar muito bem'', disparou.
Não menos ansioso estava o português João Parra, 15. ''Vou dar meu melhor para pontuar no ranking, apesar de estar muito equilibrado'', opinou. Com a autoconfiança lá em cima, o argentino Franco Pussetto, 16, tinha pretensões maiores e estreia hoje já pensando nas próximas rodadas. ''Espero chegar pelo menos até a semifinal'', avisou. Outros que atraíram atenção foram o russo Petr Arkhipov e o brasileiro Lucas Lavoura.


