Até o próximo dia 26, o Torneio Escolar Londrinense (Tornescolon) vai agitar as quadras do Colégio Vicente Rijo, do Ginásio Moringão e a pista de atletismo da Universidade Estadual de Londrina. Reunindo 37 escolas de todas as regiões, a organização espera receber até 450 participantes. A competição está distribuída em 10 modalidades: atletismo, basquete, futebol de campo e salão, handebol, tênis de mesa, vôlei de quadra e praia, xadrez e ginástica rítmica (que terá apenas um representante neste ano).
Até sexta-feira, as modalidades disputadas serão futebol de campo, futsal, handebol, voleibol e xadrez. Na próxima semana é a vez do atletismo, basquetebol, tênis de mesa e vôlei de praia.
Para o auxiliar técnico da equipe de futsal do Colégio Pontual/Iate Clube, Leandro Dionísio, o ponto alto de jogos que envolvem alunos de escolas é a possibilidade de mostrar as modalidades esportivas e descobrir novos talentos. ''Essa é a melhor faixa etária para se começar a trabalhar com a formação de um atleta'', justificou. Vale lembrar que o Colégio Pontual é o atual campeão parananense na modalidade.
Na opinião da professora de educação física Daiene Costa, responsável pelo time do Colégio Aplicação, o objetivo é a interação entre escolas, além de colocar os alunos em trabalho conjunto com outras crianças na mesma faixa etária. ''Para mim, a prática da educação física não é o esporte em si. Ele é a consequência. O objetivo é mostrar os esportes que existem com ênfase no trabalho da atividade física'', afirma.
Segundo João Borges, assessor da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), devido aos perigos que a gripe H1N1 traz no período do inverno, a Paraná Esportes antecipou a realização do torneio. ''Por isso fomos obrigados a antecipar e isso dificulta a participação dos colégios que ainda não estão organizados, pois ainda é início das aulas. Isso atapalhou um pouquinho'', explicou.
Quanto a escassa presença de público em torneios da categoria de base, Borges acredita que a principal justificativa é estar restrito ao ambiente escolar. ''Os próprios diretores não liberam alunos das salas, a menos que estejam inscritos para participar, uma vez que o calendário escolar é bastante apertado. Perder aula, complica neste ponto. Seria ideal que tivesse mais público, mas é difícil'', finalizou.

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