Entre hoje e o próximo domingo, a Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel) vai sediar a 17 Taça Brasil de Beisebol Interclubes Infantil 2009. Com atletas na faixa etária dos 10 aos 12 anos, o Paraná será representado por quatro equipes, sendo duas de Londrina, além de uma de Maringá e outra de Curitiba que compõem um total de 24 delegações dos estados de São Paulo, Mato Grosso e até do Pará.
O jovem atleta Gabriel Yuuki Hara, que desde os quatro anos joga como interbase, vai defender sua equipe de olho no seu primeiro título pela categoria infantil. No último mês de maio, participou de um torneio reunindo equipes de todo o Brasil, mas não passaram pelo Marília-SP nas semifinais. ''É o time mais forte da região. Todo mundo teme, mas quase ganhamos deles por um ponto. Por isso eu acho que vai ser desta vez'', aposta a coordenadora da equipe, Kelly Matsumoto Kubo.
De acordo com Miguel Nishihara, diretor de beisebol da Acel, desde 2005 a cidade não fatura o primeiro lugar da Taça Brasil e acredita que o maior entrave é o nível dos adversários que cresce amparado por investimentos na contratação de técnicos de outros países. Para ele, este detalhe faz Marília e São Paulo favoritos, devido a estrutura e aporte financeiro dos rivais.
Em Londrina, o sistema seguido ainda é o mesmo deixado pelos pioneiros do esporte que focam o treinamento em preceitos éticos, como cidadania. ''É exigido respeito às hierarquias, disciplina e trabalho em conjunto'', pontua.
Nishihara também alerta para a importância deste torneio porque esta faixa etária é fundamental para a existência de jogadores de beisebol profissionais no futuro. Segundo conta, em São Paulo há um centro de treinamento, coordenado pela Confederação Brasileira de Beisebol, onde atletas com perfil e potencial para seguirem carreira têm à disposição estrutura de moradia, estudos e treinamentos de beisebol.
Ser profissional, acredita Nishihara, é uma opção pouco viável devido à baixa visibilidade do esporte no país. ''É mais difícil que o futebol e existem uma série de fatores que impedem. Como os pais dão muito valor aos estudos e família, chega uma altura da vida que as obrigações falam mais alto e eles não abrem mão desta parte'', finaliza o diretor da Acel.

mockup