Futuro do beisebol compete em Londrina
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sexta-feira, 01 de julho de 2005
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Londrina tem a oportunidade de ver até amanhã o futuro do beisebol brasileiro. A sede campestre da Associação Cultural Esportiva de Londrina (Acel) recebe a 13 edição da Taça Brasil Interclubes de beisebol infantil, para jogadores com até 12 anos. Serão mais de 400 atletas de 27 times disputando o título brasileiro.
Pessoas de vários cantos do Brasil vieram para a competição: São Paulo, Brasília e Pará. ''Viajamos quase três mil quilômetros, 54 horas de estrada, mas vale a pena'', contou o coordenador da equipe de Castanhal-PA, Guilherme Yuji. O clube saiu da cidade no dia 25 de junho, passou por Foz do Iguaçu e chegou na quarta-feira em Londrina.
Para o presidente da Confederação Brasileira de Beisebol (CBBs), Jorge Otsuka, o esporte está evoluindo no País, principalmente pela adesão de não-descendentes japoneses. ''Isso acaba com a fama de que só japoneses praticam o esporte. Queremos ficar em quinto no Mundial da Holanda em setembro'', projetou Otsuka.
Entre os atletas, muitos garotos que começaram a vida no beisebol influenciados por tios e pais que praticam o esporte. ''Meu tio ficou me incentivando pra jogar e comecei. Agora eu gostei e quero continuar'', contou o fasto (primeira base) da equipe Gecebs, de Arujá (SP), Lucas Sakichq, 10 anos. Ele, no entanto, afirma que não poderá seguir carreira. ''Vou parar depois de Londrina. Meu pai não tem dinheiro para me manter no beisebol''. Uma luva custa cerca de R$ 120, enquanto o bastão sai por aproximadamente R$ 220.
A competição está sendo realizada em Londrina porque a cidade é a que possui a melhor estrutura para a prática do beisebol na América Latina, segundo a CBBs. Somente na Acel são 10 campos com totais condições de abrigar os jogos. ''Londrina sempre foi a meca do beisebol brasileiro'', ressaltou Otsuka.


