Futuro de Valdivia segue indefinido
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
Paulo Galdieri <br> Agência Estado 
São Paulo - O abatimento e a tristeza ainda estão estampados no rosto de Valdivia, mesmo depois de passada uma semana do sequestro relâmpago que sofreu. E, tão presente quanto em seu semblante, o peso do susto ainda faz o chileno não pensar em seu futuro no Palmeiras.
Na primeira entrevista concedida após o retorno ao Brasil, Valdivia disse que ainda não sabe o que fazer e que não decidiu se continuará jogando no Palmeiras. A única coisa que o jogador chileno diz ter certeza é de que pretende resolver sua situação rapidamente. ''Com certeza não vai virar uma novela, não quero nada se arrastando por duas ou três semanas. Até porque o Palmeiras e o treinador merecem respeito. E o (Cesar) Sampaio foi claro. Disse que eles querem que eu fique, mas que vão me apoiar''.
Valdivia relatou o que chamou de ''três horas de horror'' sofridas ao lado de sua mulher, Daniela Aránguiz, durante o sequestro relâmpago na semana passada. ''Teve momentos em que pensei que eu fosse morrer'', falou Valdivia, cabisbaixo, sério, bem diferente do costumeiro jeito irônico e brincalhão do atleta durante as suas entrevistas.
Com segurança pessoal 24 horas e com auxílio de um psicólogo, ambos profissionais disponibilizados pelo Palmeiras, Valdivia quer tentar voltar à rotina e em suas próprias palavras ''recuperar primeiro o homem'' para depois decidir seu futuro profissional.
Durante todo o tempo em que concedeu a entrevista, em uma sala repleta de câmeras e microfones, Valdivia, sempre bastante consternado, externou a vontade de ficar ao lado de sua mulher e, no entanto, que ela está decidida a não voltar a morar no País. ''Ela ama o Brasil, quis vir para cá, mas agora ela quer ficar com a família dela. E eu preciso descobrir se consigo colocar a cabeça no lugar, se consigo trabalhar longe dos meus filhos, dela''.
Rotina
Valdivia não sabe quando e mesmo se vai voltar a vestir a camisa do Palmeiras em um jogo, mas contou que pretende permanecer no País até resolver seu futuro e, enquanto isso, ao menos quer manter uma rotina normal no dia a dia, comparecendo à Academia para treinar. ''Vou tentar convencer minha mulher a voltar, mas é muito difícil. Minha obrigação, por mais que eu esteja sofrendo neste momento, é vir aqui. Quero treinar e esperar para ver o que acontece''.


